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Rússia diz que negociações com a Europa são inevitáveis e espera definição de Bruxelas

27 mai, 17:18
Vladimir Putin (Mikhail Metzel/AP)
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Kremlin diz que está em jogo o "futuro da arquitetura da Europa", pelo que os outros países do continente não podem ser deixados de fora da discussão

Angela Merkel, Mario Draghi ou até António Costa. Vários nomes têm sido atirados para cima da mesa de uma possível nova fase da guerra na Ucrânia.

Falamos de uma fase em que a Europa entra diretamente na guerra, mas na parte diplomática, algo que o presidente da Rússia parece reconhecer que tem de acontecer.

De acordo com o porta-voz do Kremlin, uma negociação entre Moscovo e Bruxelas vai ter mesmo de acontecer no futuro, já que discutir o futuro da arquitetura de segurança da Europa sem a intervenção de outros países é impossível.

“Levamos isto muito a sério. De uma forma ou de outra, vamos ter de discutir o futuro da arquitetura da Europa”, afirmou Dmitry Peskov, que garantiu que “fazê-lo sem a participação europeia é impossível”.

“Por isso mesmo, vão ser necessárias negociações, de uma maneira ou de outra”, reiterou numa entrevista ao portal Izvestia.

Voltando à questão dos nomes, Dmitry Peskov não quis ser concreto, sabendo-se que o próprio Vladimir Putin apontou o nome de Gerhard Schröder, antigo chanceler da Alemanha, como um bom nome para o lado europeu.

De referir que essa foi uma hipótese que a Europa rejeitou rápida e totalmente, até porque Gerhard Schröder é tido como uma figura muito próxima de Vladimir Putin, de quem é amigo.

“Até agora ainda ninguém foi nomeado [pela Europa]. De facto, o que é positivo é que eles estão a dizer que é necessário alguém para liderar as negociações. Eles próprios precisam de perceber que as negociações vão ser necessárias”, acrescentou Dmitry Peskov.

Por agora, a Rússia garante estar “aberta” às negociações, mas o Kremlin entende que “só agora os europeus estão a começar a pensar” no assunto.

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