MUNDIAL 2026

Saiba tudo aqui
Mais sobre o Mundial 2026

Rússia diz que está a cercar tropas ucranianas, Kiev diz que está tudo controlado: o que se está a passar em Kursk?

10 mar 2025, 20:32
Soldado ucraniano a combater à noite em Kursk (EPA)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Ofensiva parece estar a colapsar a parte norte do território russo controlado pela Ucrânia, e o recuo de Kiev coincide com a suspensão, da parte dos EUA, da partilha de informações confidenciais com a Ucrânia

Está em marcha um ataque russo para recuperar as zonas da região de Kursk que a Ucrânia ocupou durante uma ofensiva em agosto do ano passado.

Segundo a Reuters, que cita dois bloggers militares russos, algumas forças especiais de Moscovo percorreram vários quilómetros no interior de um gasoduto inutilizado para tentar surpreender as tropas ucranianas pela retaguarda em Sudzha, a maior povoação russa dominada por forças de Kiev.

Yuri Podolyaka, um dos bloggers, afirma que os soldados russos passaram vários dias no gasoduto antes de atacar as forças ucranianas.

O Estado-Maior da Ucrânia, citado pela agência, confirma esta tentativa de ataque, mas garante que as forças de assalto aerotransportadas da Ucrânia conseguiram localizar os russos, tendo respondido com ataques de foguetes, artilharia e drones, que eliminaram as tropas de Moscovo.

No entanto, de acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), imagens e vídeos geolocalizados comprovam que as forças russas tomaram várias povoações em Kursk: Novaya Sorochina, a noroeste de Sudzha, Pravda e Ivashkovshyi, a norte de Sudzha, e também as localidades de Malaya Loknya e Lebedevka.

O ISW refere mesmo que as tropas russas avançaram em Sudzha e estão a tentar entrar no centro da cidade, tendo atravessado para a margem ocidental do rio Sudzha em pelo menos um ponto.

Neste avanço, refere o ISW, as forças russas contaram com o apoio das tropas norte-coreanas. Segundo o canal ucraniano Suspilne, que cita fontes ucranianas, há até dois batalhões norte-coreanos a atuar na zona de Sudzha, que parecem mais bem treinados e “estão a atuar de forma mais coerente”.

Como explica a CNN Internacional, as forças ucranianas estão a ser fortemente pressionadas pelos cerca de 12 mil norte-coreanos que, segundo as autoridades ucranianas, chegaram a Kursk para reforçar o poder de fogo russo, o que se trata de um revés significativo para os ucranianos, que esperavam que esta fosse uma moeda de troca nas negociações de paz na Arábia Saudita.

Este ataque parece estar a colapsar a parte norte do território russo controlado pela Ucrânia, e o recuo de Kiev coincide com a suspensão, da parte dos EUA, da partilha de informações confidenciais com a Ucrânia, embora não haja qualquer correlação provada neste momento.

Num esclarecimento publicado no Facebook esta segunda-feira, o comandante das Forças Armadas Ucranianas, Oleksandr Syrskyi, negou que haja qualquer cerca às forças de Kiev em Kursk.

“Atualmente, não existe qualquer ameaça de cerco às nossas unidades na região de Kursk. As unidades estão a tomar medidas atempadas para manobrar para posições defensivas favoráveis”, escreveu Syrskyi.

O líder das tropas ucranianas diz que a situação está sob controlo, e salienta que algumas das povoações mencionadas pelos “propagandistas russos” já não existem – “foram destruídas pelo fogo do agressor”.

“Apesar do envolvimento de um número significativo de tropas russas na ofensiva, reforçadas pela infantaria norte-coreana, o inimigo sofre perdas significativas em termos de efetivos e equipamento. Só na zona de Plekhove, o inimigo perdeu um batalhão de infantaria em quatro dias de combates”, avançou Syrskyi.
 

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Europa

Mais Europa