Carros, roupa, tecnologia e jornais. As empresas que já deixaram a Rússia

5 mar, 17:55
Louis Vuitton obrigada a desmontar pavilhão instalado na Praça Vermelha, na Rússia Foto: Reuters

Gigantes das redes sociais e algumas cadeias de televisão ocidentais já não atuam no país

A cada dia que passa mais empresas saem da Rússia, em resposta à invasão do país à Ucrânia ordenada por Vladimir Putin. Nas últimas horas, foram muitas as marcas de luxo que suspenderam as suas operações, quer as lojas físicas, quer o comércio online.

O grupo LVMH, que detém marcas como a Louis Vuitton, Dior e TAG Heuer, encerrou os seus 124 espaços comerciais no país, assegurando que os 3500 funcionários da empresa continuam a receber os salários.

Também a Chanel, a Hermès e a Prada suspenderam a sua atividade comercial, assim como o grupo Kering, dono de marcas como a Balenciaga, Gucci e Yves Saint-Laurent, e o conglomerado Richemont, dono da Montblanc. Também a marca desportiva Puma anunciou a saída do país.

Quem também saiu, mas de forma forçada, foram o Facebook, Twitter e Youtube. O Roskomnadzor, regulador russo para os meios de comunicação e informação, decidiu bloquear as duas redes sociais e a plataforma de vídeos por discriminação contra os media estatais russos, como é o caso do canal RT e da agência de notícias RIA.

Televisões também abandonam a Rússia

Em resultado da nova lei aprovada por Vladimir Putin, que prevê até 15 anos de prisão para quem divulgue "informações falsas" sobre as forças armadas russas e as suas atividades, várias estações de televisão decidiram suspender o trabalho desenvolvido no país.

BBC, CNN, Bloomberg, a italiana RAI e a canadiana CBC foram algumas das emissoras que abandonaram o país em função da nova legislação, todas expressando preocupação quanto à liberdade de imprensa na Rússia.

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