Roger Waters culpa os EUA, a NATO e Biden pela guerra na Ucrânia. E manda o jornalista "ler um bocadinho"

8 ago, 13:39
Roger Waters contra a extradição de Julian Assange

Artista britânico agradeceu à Rússia o papel que desempenhou na II Guerra Mundial e considerou que a China "não está a cercar Taiwan"

O músico Roger Waters, ex-Pink Floyd, afirmou numa entrevista à CNN Internacional que Joe Biden e os Estados Unidos “estão a alimentar a guerra na Ucrânia”.

“Porque é que os Estados Unidos não encorajam Zelensky a negociar, acabando com a necessidade desta guerra horrenda que está a matar nem sabemos quantos ucranianos?”, questiona.

Perante a intervenção do jornalista, que afirmou que Waters estava a culpar “o lado que foi invadido”, o músico britânico argumentou que “deveríamos olhar para a História” e culpou a NATO pelo conflito.

“Podemos dizer que esta guerra começou em 2008. Esta guerra é basicamente sobre a ação e reação da NATO de se alastrar até à fronteira russa, o que prometeu não fazer quando Gorbachev negociou a retirada da União Soviética de toda a Europa de Leste”, argumentou Waters, que voltou culpar os Estados Unidos.

“Vocês não têm o papel de libertadores! Entraram na II Guerra Mundial por causa de Pearl Harbour, eram completamente isolacionistas até esse dia devastador. Graças a Deus que os russos já tinham ganho a guerra nessa altura. 23 milhões de russos morreram a protegê-lo a si e a mim da ameaça nazi”, disse o artista britânico.

Waters deu ainda uma sugestão ao entrevistador: “Eu sugerir-lhe-ia, Michael, sair daqui e ler um bocadinho mais e tentar perceber o que os Estados Unidos fariam se os chineses colocassem mísseis nucleares no México e no Canadá”, disse o ex-Pink Floyd, que depois refutou outra afirmação de Michael Smerconish, que disse que a China “está demasiado preocupada em cercar Taiwan”.

“Eles não estão a cercar Taiwan! Taiwan é parte da China e isso tem sido bastante aceite por toda a comunidade internacional desde 1948. Se não sabe isso, não anda a ler o suficiente. Vá ler sobre isso! Está a acreditar na vossa (americana) propaganda”, exclamou, antes de culpar novamente a administração de Washington D.C.  “Os chineses não invadiram o Iraque e mataram um milhão de pessoas em 2003. Vá ler.”

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