Repúblicas autoproclamadas de Lugansk e Donetsk marcam referendos para decidir sobre a união com a Rússia

20 set, 14:16
Manifestação na Praça Vermelha, em Moscovo (AP)

Separatistas pró-russos de Kherson também anunciaram referendo para as mesmas datas

As autoproclamadas regiões de Lugansk e Donetsk, administradas por separatistas pró-russos desde 2014, marcaram esta terça-feira referendos para decidir sobre uma potencial união com a Rússia.

De acordo com a agência Tass, os referendos irão realizar-se entre 23 e 27 de setembro nestas duas regiões do Donbass. Algumas horas antes, também as autoridades instaladas por Moscovo na região de Kherson informaram sobre a realização de um referendo sobre este tema para as mesmas datas.

Atualmente, os separatistas pró-russos controlam apenas 60% da região de Donetsk e já perderam a totalidade do controlo de Lugansk, com a reconquista, por parte da Ucrânia, da pequena vila de Bilohorivka.

O antigo presidente da Rússia e vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, defendeu a realização dos referendos num texto publicado no Telegram.

"Os referendos no Donbass são de grande importância não só para a protecção sistémica dos residentes de Donetsk, Lugansk e outros territórios libertados, mas também para a restauração da justiça histórica", escreveu. “A invasão do território da Rússia é um crime que permite o uso de todas as forças de autodefesa. Mas não é menos importante que após a emenda da Constituição do nosso Estado, nenhum futuro líder da Rússia e nenhum funcionário seja capaz de inverter estas decisões", completou Medvedev.

As autoridades de Kiev rejeitam qualquer concessão de território à Rússia ou a separatistas, numa altura em que as forças ucranianas estão a recuperar cada vez mais território no leste do país.

No Telegram, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as tropas russas “estão a entrar em pânico”. “Estamos a estabilizar a situação, mantendo as nossas posições. Com firmeza. Tão firmemente que os ocupantes estão a entrar em pânico de forma tangível. Estamos agora confiantes de que os ocupantes não terão qualquer base de apoio em solo ucraniano”, disse em vídeo o chefe de Estado ucraniano.

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