Moscovo vai voltar a produzir a icónica marca soviética Moskvich

17 mai, 11:17
Moscovo vai voltar a produzir a icónica marca  soviética Moskvich (Getty Images)

Os 67,69% que a empresa francesa detinha na Avtovaz, e que foram agora vendidos ao Instituto Central Russo de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores, estavam avaliados em 2,2 mil milhões de euros

A empresa francesa Renault anunciou que vai vender a sua participação no fabricante automóvel russo Avtovaz, que produz carros da marca Lada, a um instituto de ciência russo pela quantia de um rublo (0,015 euros). No entanto, de acordo com a agência de notícias Reuters, a Renault deixa a porta aberta para um potencial regresso, com a opção de seis anos para voltar a comprar a sua participação na empresa.

O autarca de Moscovo, Serguei Sobyanin, já reagiu à notícia e diz que, de forma a preservar os milhares de empregos em causa, a fábrica vai voltar a produzir a icónica marca soviética Moskvich. Com a Renault, a Avtovaz é responsável pelo emprego de mais de 45 mil pessoas na Rússia.

“Tomámos uma decisão difícil, mas necessária. Estamos a tomar uma decisão responsável em relação aos nossos 45 mil funcionários na Rússia”, disse o diretor-executivo do fabricante francês, Luca de Meo.

Os 67,69% que a empresa francesa detinha na Avtovaz, e que foram agora vendidos ao Instituto Central Russo de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores, estavam avaliados em 2,2 mil milhões de euros.

A empresa espera, contudo, preservar a possibilidade de voltar a recuperar estes ativos com uma possível mudança do contexto político no país e um possível fim da guerra na Ucrânia. O próprio líder da empresa, Luca de Meo, já expressou publicamente essa vontade por várias vezes, apontando o fim da guerra na Ucrânia como uma condição para que isso aconteça.

Recorde-se que mais de 400 multinacionais já abandonaram a Rússia desde que Vladimir Putin deu ordem para invadir a Ucrânia, a 24 de fevereiro. O caso mais recente foi o gigante da fast food McDonald's, que anunciou que vai vender o negócio na Rússia, onde operava há mais de 30 anos.

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