Volodymyr Zelensky destacou a importânica de atacar "o alvo em si" e de reduzir os níveis de atividade do "Estado agressor"
A Rússia perdeu pelo menos sete mil milhões de dólares (cerca de 6 mil milhões de euros), só desde o início de 2026, anunciou Volodymyr Zelensky, esta sexta-feira, através de uma publicação na rede social X.
Segundo o presidente ucraniano, a despesa avolumada do “Estado agressor” é um resultado direto das “sanções de precisão contra a indústria petrolífera e o setor de refinação da Rússia”, atribuindo as perdas a impactos diretos nas instalações, períodos de inatividade e atrasos nos envios de petróleo.
“É importante que não só o alvo em si seja atingido, conforme definido pelo objetivo operacional, mas também que o tempo de inatividade do alvo seja aumentado ou, pelo menos, que as suas operações sejam significativamente reduzidas”, lê-se na mensagem.
Volodymyr Zelensky aproveitou para enaltecer a campanha ucraniana no mês de abril, que assinalou um “novo nível”, especialmente em três componentes: “A redução das receitas petrolíferas da Rússia, o alcance e a intensidade das sanções.”
E não se ficou por aqui, avisando que o país pretende aumentar ainda mais as capacidades dos sistemas de longo alcance ucranianos.
“Estão a ser preparadas decisões”, concluiu.
Based on the results from April, our long-range sanctions have reached a new level across three components: reducing Russia’s oil revenues, as well as the range and intensity of sanctions. It is important that not only is the target itself reached, as defined by the operational… pic.twitter.com/ZICHOxsABU
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 1, 2026
De acordo com informação avançada pela Bloomberg, citada pelo Kyiv Independent, a ofensiva da Ucrânia bateu em abril o recorde de ataques à infraestrutura petrolífera russa, desde o início deste ano. Ainda segundo a Bloomberg, foram registados pelo menos 21 ataques a refinarias, oleodutos e ativos marítimos de Moscovo.
A mesma fonte informou que a Rússia se viu obrigada a reduzir o processamento médio das suas refinarias para 4,69 milhões de barris por dia - o nível mais baixo desde dezembro de 2009.