Durante um encontro com professores, o líder do Kremlin defendeu que as escolas devem ensinar este exemplo da natureza para justificar a invasão da Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, recorreu a uma analogia com a vida selvagem no Ártico para defender a invasão russa da Ucrânia durante um encontro com um grupo de professores russos, durante um encontro na Universidade Pedagógica Estatal de Moscovo, por ocasião do "Dia do Conhecimento".
O líder russo defendeu que o comportamento predatório marinho deve ser ensinado às crianças para que compreendam a ofensiva militar de Moscovo.
Durante a intervenção de um professor da região de Belgorod, que partilhava a sua experiência numa recente viagem ao Polo Norte, o presidente russo interrompeu para questionar o docente acerca da presença de ursos-polares na região, associando o ecossistema polar à atual ordem geopolítica.
Segundo os meios de comunicação independentes russos The Insider e Meduza, Putin descreveu com detalhe a dinâmica de caça dos cetáceos no extremo norte do globo, utilizando-a como fundamento para a intervenção armada na Ucrânia.
Pretty insane Putin rambling today: Have you seen how orcas gang up on polar bears and tear them into pieces? This is about the food chain. Tell this to children to explain in what world we live and why we are conducting the Special Military Operation. pic.twitter.com/TV1sbBFRAD
— Yaroslav Trofimov (@yarotrof) August 29, 2026
"Existem orcas a viver por perto. Elas comem estes ursos como se fossem peixinhos. Sim, atacam em grupo — boom! — e despedaçam-nos. É tudo muito interessante. Sim, é a cadeia alimentar", declarou o chefe de Estado russo durante o evento.
Para Vladimir Putin, este mecanismo de sobrevivência animal constitui um modelo pedagógico que deve ser transmitido de forma direta aos estudantes do país.
"As crianças também precisam de ser ensinadas sobre isto, para que compreendam o tipo de mundo em que vivemos e a razão pela qual estamos a realizar a operação militar especial", concluiu, recorrendo à designação oficial imposta pelo Kremlin para a guerra em território ucraniano.
