Putin reúne-se com mães de soldados russos. Apesar de “partilhar a dor” delas, não se arrepende de lhes ter mandado os filhos para a guerra

25 nov, 14:49
Vladimir Putin reuniu-se com mães de soldados russos na guerra da Ucrânia (Foto: Alexander Shcherbak, Sputnik, Kremlin via AP)

Presidente russo pediu às mães dos soldados russos que não acreditem naquilo que veem e leem na Internet. São “falsidades, enganos, mentiras”, diz

Vladimir Putin reuniu-se esta sexta-feira com as mães de soldados russos que estão a lutar na guerra na Ucrânia, por ocasião do Dia da Mãe na Rússia, que se celebra no próximo domingo.

Em imagens pré-gravadas, que foram divulgadas na televisão russa, o presidente garantiu às mães dos soldados que a liderança nacional partilha da dor das famílias que perderam entes queridos e que nada substitui a dor de perder um filho. 

“Gostava que soubessem que, eu pessoalmente, e toda a liderança do país, partilhamos a vossa dor”, afirmou.

Ainda assim, Putin explicou às mães que não se arrepende de ter lançado uma “operação especial militar” na Ucrânia e agradeceu o empenho dos seus filhos na defesa de uma “Nova Rússia”.

Putin pediu ainda às mães dos soldados para terem cuidado com todas as notícias que circulam na televisão ou na internet, avisando-as para a difusão de informações falsas sobre a invasão da Ucrânia.

“Não podem confiar em nada, há todo o tipo de falsidades, enganos e mentiras”, afirmou.

Putin reuniu-se com estas 17 mulheres à volta de uma mesa com chá, bolos e taças de frutos vermelhos na sua residência fora de Moscovo.

No encontro, contou que costumava ligar para soldados na frente de batalha, encarando-os como heróis.

Segundo a Reuters, houve familiares de soldados mortos na guerra a queixar-se de que o Kremlin ignorou os seus apelos para uma reunião.

Antes do encontro desta sexta-feira, a porta-voz de um movimento da mães e mulheres de soldados recorreu ao Telegram para confrontar Putin, lamentando que as mulheres escolhidas iriam apenas fazer perguntas pré-combinadas, estando “nas mãos” de Putin.

Segundo estimativas dos Estados Unidos da América, datadas de 9 de novembro, a Rússia e a Ucrânia já viram, cada uma, mais de 100 mil soldados ficarem feridos ou morrerem.

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