"Putin foi sempre alguém envolvido numa dimensão distorcida e perversa de nacionalismo étnico", diz Barack Obama

12 abr, 18:50
Barack Obama (AP Images)

O ex-presidente do Estados Unidos garantiu ainda que esta atitude de Putin jamais se conseguiria prever há oito ou dez anos

Foi numa entrevista exclusiva à NBC que o ex-presidente dos Estados Unidos disse que Vladimir Putin sempre foi um líder "impiedoso" com vontade de invadir a Ucrânia. 

"[Putin] foi sempre alguém que esteve e está envolvido numa dimensão distorcida, perversa, de revolta e de nacionalismo étnico", disse Barack Obama no programa Today.

"Acho que esse lado de Putin sempre esteve lá. O que vimos com a invasão da Ucrânia foi ele a ser inconsequente de tal forma que nós não conseguiríamos prever há oito ou dez anos, mas o perigo sempre este lá", acrescentou. 

Uma das principais críticas apontadas aos Estados Unidos é o facto de ter sido, em 2014, quando a Rússia invadiu a Crimeia, demasiado lento e brando na suas reações. Questionado sobre se, agora, olhando para trás, teria feito alguma coisa diferente, Obama respondeu: "Penso que o que estamos a ver são constantes alertas sobre o porquê de ser tão importante não darmos a nossa democracia como garantida, o porquê de ser tão importante alinharmo-nos com aqueles que acreditam na liberdade e na independência, e eu acho que a administração atual está a fazer o que é preciso ser feito".

Recorde-se que em 2014 Barack Obama era presidente dos Estados Unidos e Joe Biden era vice-presidente.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.793 civis, incluindo 186 crianças, e feriu 2.439, entre os quais 344 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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