Putin está com (muitos) problemas: eis quais

CNN , Zachary B. Wolf
23 set, 08:00
Vladimir Putin (AP)

ANÁLISE. Amontoam-se relatos de coisas que estão a correr mal ao Presidente da Rússia. Eis uma lista que resume os últimos.

Relatos provenientes da Rússia sugerem forças militares e um líder em estado de necessidade desesperada:

- Manifestantes anti-guerra foram detidos e recrutados diretamente para as forças armadas, de acordo com um grupo de monitorização. Aqueles que recusarem podem ser punidos com uma pena de prisão de 15 anos.

- Aos condenados foi oferecida liberdade em troca de combate na linha da frente.

- Reservistas e cidadãos foram chamados para servir numa “mobilização parcial” de 300 mil pessoas, o que não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial.

Enquanto os líderes mundiais se reuniam nas Nações Unidas em Nova Iorque e o condenavam, o Presidente russo, Vladimir Putin, regressava a casa, lutando para reabastecer a sua esgotada máquina de guerra.

O seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, esteve notoriamente ausente quando o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken fez um discurso no Conselho de Segurança da ONU, documentando aquilo a que se referiu como os crimes de guerra da Rússia desde fevereiro.

“Se a Rússia parar de lutar, a guerra acaba. Se a Ucrânia parar de lutar, a Ucrânia acaba", disse Blinken, comprometendo os EUA a manter o seu apoio crescente à Ucrânia.

Embora as notícias vindas da Rússia pareçam muito más para Putin, e as notícias vindas da Ucrânia sugiram que os militares ucranianos continuam a superar todas as expectativas, ainda é difícil imaginar uma mudança de liderança naquele país.

Ele está entrincheirado, como já escrevemos antes, até que o governo se volte contra ele.

O mesmo não se passa nas democracias, onde os líderes entram e saem. Por isso, vale a pena também acompanhar outra história geopolítica da reunião da ONU em Nova Iorque, que poderá ser, em última análise, uma das fragilidades das democracias ocidentais.

Numa entrevista exclusiva nos EUA com Jake Tapper da CNN, o Presidente francês Emmanuel Macron alertou para esta crise.

"Penso que temos [uma] grande crise de democracias, do que eu chamaria democracias liberais. Sejamos claros quanto a isso. Porquê? Primeiro, porque serem sociedades abertas e serem democracias abertas e muito cooperantes coloca pressão sobre o seu povo. Isso poderá desestabilizá-los", disse Macron.

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