"Presente para Putin". Checos juntam-se em angariação de fundos para oferecer "Tomás, o tanque" a Kiev

4 out, 09:51
Checos compraram "Tomás, o tanque", para oferecer a Kiev (Foto via Twitter)

Checos juntaram mais de um milhão de euros para dar um tanque a Kiev. Campanha de angariação de fundos teve o apoio do governo de Praga e foi batizada de "Presente para Putin"

Uma angariação de fundos organizada na Chéquia, batizada de "Presente para Putin", conseguiu reunir verbas suficientes para comprar um tanque T-72, que será oferecido a Kiev e que foi batizado de "Tomás".

Segundo a BBC, a recolha de fundos contou com o apoio do Ministério da Defesa checo e da embaixada da Ucrânia em Praga, e conseguiu reunir mais de 1,30 milhões de dólares - uma soma equivalente em euros - através de 11.288 donativos individuais. 

O tanque T-72 Avenger é uma versão modernizada do tanque da era soviética que foi produzido pela primeira vez em 1969, atualizado com um novo canhão e um mecanismo capaz de criar uma cortina de fumo em combate. 

No Twitter, a ministra da Defesa da Chéquia, Jana Cernochova, ironizou com o aniversário de Putin - que completa 70 anos no próximo dia 7 de outubro - e afirmou que todos os que contribuiram compraram um "presente adequado" ao presidente russo. "Muito obrigada a todos os que lhe compram presentes sob a forma de apoio à Ucrânia", escreveu Cernochova. 

Já o embaixador ucraniano em Praga, Yevhen Perebyinis, congratulou-se com o facto de a Chéquia se ter tornado "o primeiro país onde pessoas comuns compraram um tanque" para dar a Kiev. 

Os organizadores da angariação de fundos garantem que, mesmo depois de comprarem "Tomás, o tanque",  irão continuar a recolher dinheiro para enviarem equipamento militar para a Ucrânia, nomeadamente drones, coletes à prova de bala, vestuário térmico e munições.

Não é a primeira vez que os habitantes de um estado-membro da UE se juntam para oferecer equipamento militar a Kiev: em maio, os lituanos reuniram em três dias seis milhões de euros, o suficiente para comprar um drone TB2 ao fabricante turco Bayraktar. 

As angariações de fundos também têm funcionado, porém, em sentido inverso: grupos pró-russos têm tentado recolher verbas para ajudar as forças de Putin na frente de combate mas, segundo a BBC, há relatos de que este dinheiro tem sido utilizado sobretudo para comprar comida, calçado e medicamentos para soldados feridos no conflito em território ucraniano.

A estação britânica indica ainda que há mesmo informações sobre participação obrigatória em recolhas de fundos: os trabalhadores da Gazprom, gigante da energia russa, terão sido forçados a enviar 1.000 rublos, cerca de 17 euros, para aquisição de medicação para os soldados feridos em combate.

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