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"Por ar, terra e mar": Rússia explica e justifica ataque com mensagem bélica

António Guimarães , Atualizada às 14:59
2 jun, 09:37
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Kremlin garante que todos os objetivos foram atingidos num ataque direcionado a alvos militares, ainda que haja confirmação de mortos civis

As imagens que chegam da Ucrânia já deixavam a adivinhar e os números das autoridades confirmavam a dimensão do ataque levado a cabo pela Rússia na madrugada desta terça-feira, mas o Kremlin veio prontamente justificar as suas ações num comunicado que apresenta um caráter mais bélico do que o normal.

Justificando a operação que lançou mais de 700 mísseis e drones contra quase toda a Ucrânia, o Ministério da Defesa da Rússia começou por dizer que este ataque foi uma “retaliação”.

Essa é a expressão que consta na notícia que faz a manchete da RIA Novosti, agência ligada ao Estado, com Moscovo a falar numa resposta a "ataques terroristas" que entende que foram levados a cabo por Kiev.

Uma retaliação que teve como alvos “infraestruturas industriais e militares”, segundo o mesmo comunicado, sabendo-se já que entre as 22 vítimas mortais já confirmadas há vários civis, incluindo uma criança de três anos que foi encontrada nos escombros de Dnipro.

Garantindo a legitimidade das suas ações, a Rússia confirmou que o ataque foi muito mais complexo do que o normal. “Foi realizado um ataque com arma de longo alcance e alta-precisão por ar, terra e mar”, pode ler-se, num comunicado que também confirma o lançamento de mísseis hipersónicos, sabendo-se que foram disparados Zircon.

A partir do Kremlin diz-se que os ataques foram dirigidos a Kiev, Zaporizhzhia, Kharkiv, Dnipropetrovsk, Poltava ou Sumy, mas também é sublinhado que os alvos eram todos de caráter militar, sendo que a Rússia garante que todos os obketivos foram atingidos, incluindo locais de abastecimento e transporte de combustível.

Na Ucrânia fazem-se ainda as contas às vítimas, com as autoridades a admitirem que mais pessoas podem ser encontradas debaixo dos destroços causados pelos vários pontos de impacto.

Para já, e depois de lamentar as mortes já confirmadas, o presidente da Ucrânia viu neste ataque uma oportunidade para pressionar a Europa e os Estados Unidos, pedindo que se aumente a capacidade defensiva de Kiev perante operações desta dimensão.

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