opinião

Guerra: “Há o risco de termos uma guerra não declarada com a Rússia e o risco de termos fome no Norte de África"

29 mai, 23:25

Paulo Portas analisou, em Global, os principais desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, salientando também as formas como Putin tem impedido a sua popularidade de descer

Em “Global”, Paulo Portas explicou como o Plano B de Vladimir Putin - o A era o de uma ocupação completa da Ucrânia - “não está de momento a falhar”, sublinhando que a Rússia está a avançar nitidamente no Donbass, com o intuito de criar uma ligação do corredor até à Crimeia. 

“A Rússia tomou quatro centros importantes em termos de logística Izium, Lyman, Rubizhne, Popasna para unir o Donbass que não é dela, ao Donbass que já é dela”, explica, observando que o mundo pode estar a testemunhar “os últimos dias da possibilidade de defender Severodonetsk, a cidade crítica para os russos completarem os seus ataques”. 

Para além disto, outro argumento em torno de como este plano alternativo está a correr no sentido dos objetivos militares de Putin é que o presidente russo já começa a falar em negociações. “Quando Putin comece a falar em negociações é porque se sente um pedaço mais favorável”, argumenta.

Paulo Portas também analisou a situação em Kherson, que por este momento terá metade da população que lá vivia, ocupada. “É uma cidade russófona”, explica, sublinhando que o rublo passou a ser a moeda oficial. Também em Mariupol, garante, “não há férias na escola, para rebobinar os currículos para os currículos russos”.

Outro ponto da intervenção de Paulo Portas foi o facto de a Rússia ter em seu controlo quase todos os portos do Mar Negro e Azovstal. Isto faz com que haja, para o Ocidente duas questões para analisar. “Há o risco de termos uma guerra não declarada e não desejada com a Rússia e o risco de termos fome no Norte de África e a fome no Norte de África vai bater à porta dos países mediterrânicos, como Itália e Espanha”, explica.

Portas considera também que Putin não tem sofrido em termos de popularidade e uma das estratégias para reduzir esse possível impacto foi o de subir as pensões e descer os juros, “medidas para manter o apoio interno, como é evidente”. 

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