Paulo Portas deixa alertas sobre a guerra: atenção aos limites no consumo de energia e aos conteúdos do TikTok

8 mai, 23:34

Na véspera do Dia da Vitória, que poderá ser decisivo quanto à guerra na Ucrânia, Paulo Portas analisou o atual estado de impasse do conflito. E avisou para o impacto que o embargo à energia russa poderá ter na vida de todos os europeus

Paulo Portas alertou este domingo para os riscos de haver limitações ao consumo de energia na União Europeia, depois do embargo aos combustíveis russos. “Não sei se não teremos restrições energéticas”, com Bruxelas a trabalhar em medidas nesse sentido, afirmou o comentador no seu tradicional espaço de comentário “Global”, na TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal).

“A União Europeia, que não nada em petróleo, tem controlo de muitas áreas do negócio do petróleo, do transporte de petróleo ou dos seguros feitos para o transporte de petróleo. Este pacote de sanções é quase um golpe definitivo de boxe, porque vai à jugular da Rússia”, reforçou.

O comentador defendeu que o embargo ao petróleo e gás russos são “a medida mais sensível que a Europa pode tomar” e recordou o caso concreto da Hungria, que enfrenta dificuldades adicionais nesta libertação, uma vez que tem “fundos bloqueados”.

“A Rússia precisava de deixar de receber o dinheiro da energia agora: é nas próximas semanas que o futuro da guerra precisa de se decidir”, argumentou.

Outro dos alertas deixados por Paulo Portas no “Global” deste domingo está relacionado com o consumo de conteúdos sobre a guerra na rede social TikTok, frequentada sobretudo por jovens. Segundo o comentador, que cita estudos internacionais, “a plataforma em que os russos conseguem maior penetração de conteúdos é o TikTok”, com o algoritmo a favorecer o conflito, já que mais de 90% dos vídeos são favoráveis à guerra.

Cenários possíveis no Dia da Vitória

Na véspera da celebração do Dia da Vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi, Paulo Portas considerou que “Mariupol é o único ‘ganho significativo’ que Putin conseguiu, além de uma provável capacidade de fazer um bloqueio marítimo à Ucrânia".

O comentador admitiu que são possíveis vários cenários para o discurso do presidente russo, incluindo “uma declaração de guerra, que significava abandonar meses de uma retórica ridícula” quanto à operação especial militar. “Não vejo nenhum sinal daquilo que era preferível: uma desescalada” do conflito, reforçou.

Para Paulo Portas, a guerra encontra-se “num impasse”, favorecido pela estratégia norte-americana de “enfraquecer a Rússia não na Ucrânia mas estruturalmente”. “Isso aponta para o prolongamento da guerra”, insistiu. O especialista não excluiu um cenário em que Putin convocará “referendos fantasmas” em Lugansk, Donetsk e Kherson.

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