ONU confirma "operação de passagem segura" em Mariupol: Kiev e Moscovo asseguram ter resgatado cerca de 200 civis

CNN Portugal , com Lusa
1 mai, 16:39
Cidade de Mariupol durante a invasão russa

O Comité Internacional da Cruz Vermelha também confirmou esta "operação de passagem segura", garantindo que a mesma "está em curso". Em comunicado, o comité explica que não pode adiantar mais detalhes "até que a situação o permita", uma vez que tal "pode colocar em causa a segurança dos civis e da coluna" composta pelas tropas russas.

A ONU confirmou que está a conduzir uma "operação de passagem segura" em Mariupol para a retirada de civis do complexo siderúrgico Azovstal, três dias após a visita do secretário-geral António Guterres a Moscovo e Kiev precisamente com esse objetivo. Isto, num momento em que um grupo de 100 civis estão a caminho de Zaporizhzhia, uma zona controlada por Kiev, depois de terem sido retirados desta cidade.

A informação foi avançada por Volodymyr Zelensky, através de uma publicação no Twitter, onde adianta que esta segunda-feira prevê encontrar-se com os respetivos civis em Zaporizhzhia.

"A retirada de civis de Azovstal já começou. O primeiro grupo de cerca de 100 pessoas já está a caminho da área controlada. Amanhã vamos encontrar-nos com eles em Zaporizhzhia. Estou grato pela nossa equipa. Agora, em conjunto com as Nações Unidas, estão a trabalhar para a retirada de outros civis do complexo" de Azovstal, disse Zelensky.

Por outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia diz ter retirado 80 civis do complexo siderúrgico Azovstal, em Mariupol, tendo sido reencaminhados para território controlado pelos separatistas pró-russos. Citada pela Tass, a mesma fonte afirma que todos os que quiseram fugir para a Ucrânia foram entregues à ONU e à Cruz Vermelha.

Estas notícias foram avançadas após o porta-voz do Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Saviano Abreu, ter dito à Reuters que esta operação teve início em 29 de abril e está a ser coordenada pela Ucrânia, Rússia e pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha, além da ONU.

Saviano Abreu acrescentou que a operação chegou ao complexo siderúrgico na manhã deste sábado, mas escusou-se a adiantar mais detalhes a favor da segurança dos civis.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha também confirmou esta "operação de passagem segura", garantindo que a mesma "está em curso". Em comunicado, o comité explica que não pode adiantar mais detalhes "até que a situação o permita", uma vez que tal "pode colocar em causa a segurança dos civis e da coluna" composta pelas tropas russas.

"As autoridades locais relevantes estão a comunicar com os civis sobre detalhes práticos", pode ler-se ainda no texto, citado pelo The Guardian.

Na fábrica de Azovstal há cerca de mil civis refugiados, juntamente com cerca de 2.000 soldados ucranianos que ainda resistem aos bombardeamentos russos, havendo ainda a registar cerca de 500 feridos entre as pessoas que ali estão refugiadas.

A Rússia deu a cidade de Mariupol como "libertada" e começou a enviar tropas da cidade para a região de Donbass, no leste do país, de acordo com as informações veiculadas pelo Estado-Maior da Ucrânia e confirmadas também pelo Pentágono.

O presidente russo decretou que a fábrica não deveria ser atacada, mas disse que o bloqueio às instalações teria de ser rígido ao ponto de "nem uma mosca conseguir sair".

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