Na cabeça do Kremlin o presidente da Ucrânia tinha apenas três hipóteses. Resistiu e fugiu a todas elas. Esta é a história de Volodymyr Zelensky contada de dentro, incluindo com declarações da sua mulher
Quando os tanques russos atravessaram a fronteira em fevereiro de 2022, correram rumores de que Volodymyr Zelensky tinha fugido da Ucrânia. Com Kiev sob forte bombardeamento e a Rússia a aproximar-se, os líderes europeus temeram o pior. Foi então que o líder ucraniano publicou um vídeo granulado de si próprio, no escuro, em frente ao edifício da presidência, ladeado pelos seus principais conselheiros, e anunciou simplesmente: “Estamos aqui”.
O afastamento de Zelensky era uma parte fundamental do plano da Rússia para conquistar a Ucrânia - um projeto que Moscovo esperava concluir em poucos dias. Zelensky deveria ser levado ou morto, a menos que fugisse primeiro. Uma fonte próxima do presidente disse à CNN que agentes russos tinham alugado apartamentos nas imediações do gabinete presidencial, com ordem para o eliminar.
A certa altura, no início da guerra, correu a piada de que Zelensky se tinha tornado comediante - a carreira que seguiu antes de entrar na política - porque não tinha medo de bombardeamentos. Naqueles primeiros tempos, a extraordinária capacidade de sobrevivência e o humor de Zelensky refletiam o espírito de desafio do país. A história contada pelos ucranianos é que, quando os EUA se ofereceram para o retirar, Zelensky respondeu: “Preciso de munições, não de uma boleia”.
Numa altura em que a Ucrânia se prepara para assinalar o quarto aniversário da invasão russa, esta terça-feira, e sem que se vislumbre o fim da guerra, a mensagem de Zelensky não mudou. Ele continua lá, tendo sobrevivido não só a cerca de uma dúzia de tentativas russas de assassínio, mas também a um escândalo de corrupção que, no ano passado, derrubou o seu conselheiro mais próximo,
Para esta avaliação da posição de Zelensky, a CNN falou com algumas das pessoas mais próximas do presidente - incluindo a sua mulher e o seu redator de discursos - bem como com diplomatas e políticos da Europa e dos EUA que trabalharam de perto com ele e com a sua administração.
Muitos atribuem o seu poder de persuasão às capacidades como operador político, que, juntamente com os seus discursos inspiradores, lhe valeram comparações com Winston Churchill.
Mas, tal como o líder britânico em tempo de guerra, que também liderou a luta do seu país contra um inimigo maior e mais poderoso, Zelensky cometeu erros pelo caminho e o seu futuro parece cada vez mais incerto à medida que a guerra avança. Mesmo entre os 60% de ucranianos que dizem confiar em Zelensky, apenas cerca de metade acredita que ele se deve candidatar a um segundo mandato.
No passado mês de julho, os ucranianos saíram à rua em raros protestos em tempo de guerra para se oporem aos planos do governo de enfraquecer a independência dos organismos de controlo anticorrupção do país. Zelensky foi forçado a dar meia volta e a reconhecer a indignação da opinião pública.
Entrou repetidamente em conflito com o seu antigo chefe militar, o popular general Valerii Zaluzhnyi, acabando por o demitir em 2024, no que alguns consideraram uma tentativa de neutralizar o seu principal rival político. Mais recentemente, Zelensky teve de lidar com uma relação difícil com um presidente dos EUA que o repreendeu e humilhou perante o mundo.
Zelensky tem demonstrado uma firmeza que Bartosz Cichocki, embaixador da Polónia em Kiev durante a invasão russa, acredita dever-se à sua infância numa das zonas mais pobres da então União Soviética.
“Durante a sua infância, na Ucrânia Soviética, era preciso provar a nossa força, especialmente se fossemos um rapazinho judeu a tentar provar a toda a gente que merecíamos respeito, o que explica muita coisa”, refere Cichocki.
“Ele não respeita a fraqueza, pode confrontar um poder superior, é preciso isso quando se tem de confrontar bastardos como [o presidente russo Vladimir] Putin e [o seu adjunto Nikolai] Patrushev e todo esse bando”, acrescenta.
Mas com a guerra a não dar sinais de acabar, a questão é saber durante quanto tempo essas qualidades o podem manter no poder.
Presidente improvável
Com 48 anos e quase sete anos de mandato, Zelensky é a pessoa mais jovem a liderar uma Ucrânia independente. É também o líder mais improvável do país. Advogado de formação, não tinha qualquer experiência política antes de se candidatar à presidência, tendo passado a primeira metade da sua carreira profissional no mundo do espetáculo. Tornou-se conhecido na série televisiva de sucesso “Servo do Povo”, na qual interpretava um professor empobrecido que, inesperadamente, se torna presidente.
Quando anunciou a sua candidatura pela primeira vez, muitos pensaram que era uma piada. Mas deixaram de se rir quando Zelensky derrotou o então presidente Petro Poroshenko, obtendo mais de 73% dos votos.
Antes de entrar para a política, Zelensky construiu um império de negócios com receitas na ordem das dezenas de milhões de dólares, algo que Henry Hale, professor de ciência política e assuntos internacionais na Universidade George Washington e coautor do livro “The Zelensky Effect”, diz ser a preparação perfeita para o cargo de topo.
"Não creio que ele tenha entrado no cargo de forma ingénua. Compreendeu que, se quisermos ter sucesso no mundo do espetáculo na Ucrânia, se quisermos aparecer na televisão, não temos outra opção senão trabalhar com os oligarcas, porque eles controlam todos os canais de televisão", reforça Hale à CNN.
Tem também um talento natural para estar à frente da câmara. Embora se sente para dar entrevistas e conferências de imprensa, a sua forma preferida de falar com as pessoas é através de mensagens de vídeo diretas, uma ideia que ele próprio teve, de acordo com o seu redator de discursos e conselheiro de comunicação, Dmytro Lytvyn.
“Ele decidiu no primeiro dia que tinha de explicar às pessoas o que se estava a passar”, recorda. “Agora fazemos menos vídeos, mas o presidente acha que é importante, uma vez que a guerra está a avançar, explicar o que está a acontecer, mostrar às pessoas que ele está aqui e a fazer alguma coisa”, continua Lytvyn à CNN a partir de Kiev.
Os vídeos são muito informais, por vezes gravados no seu telemóvel, ao estilo selfie. Mas têm impacto. Os soldados que estão na linha da frente contam à CNN que ficam entusiasmados quando a sua unidade é mencionada. Ele fala em ucraniano - algo que não lhe é natural. Como muitos dos habitantes das regiões orientais do país, Zelensky cresceu a falar russo. Só aperfeiçoou o seu domínio da língua ucraniana em adulto, depois de contratar um tutor.
Um talento especial para a comunicação
As melhores horas de Zelensky como líder ocorreram quando o seu país estava a atravessar alguns dos seus momentos mais negros. Quando decidiu ficar em Kiev enquanto os russos se aproximavam, foi um sinal para muitos de que era um líder em quem podiam confiar.
Andrii Sybiha, que foi chefe de gabinete adjunto de Zelensky durante a invasão e é atualmente ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, estava na sala quando Zelensky tomou essa decisão.
"Ele tinha uma escolha. A sua vida e a vida da sua família, ou aceitar um ultimato, o chamado acordo de capitulação. Ele recusou e a sua família ficou na Ucrânia. Aprecio muito a sua força e o seu espírito", garante Sybiha à CNN.
O facto de a mulher de Zelensky, Olena, e os seus filhos, Oleksandra e Kyrylo, também terem ficado na Ucrânia, só veio reforçar esse sentimento.
Olena Zelenska diz à CNN que sentiu um “medo agudo” durante os primeiros dias. Mais tarde, esse medo transformou-se num medo constante que tenta afastar. "Porque, caso contrário, impede-nos de viver normalmente. Por vezes, este medo tenta vir à superfície... mas não me permito ficar a pensar nele durante muito tempo".
Quase de um dia para o outro, os índices de aprovação de Zelensky subiram de 37% para 90%.
Este foi um momento em que o talento de Zelensky para a comunicação valeu a pena. Ele podia não saber como ser um líder em tempo de guerra, mas sabia comunicar como um.
Contra todas as probabilidades, a Ucrânia conseguiu repelir o ataque russo inicial a Kiev e, em poucos meses, recuperou grandes extensões de território inicialmente tomadas por Moscovo.
Mas os sucessos da Ucrânia foram interrompidos após a libertação de Kherson, em novembro de 2022. Depois de uma contraofensiva amplamente esperada no verão de 2023 não se ter concretizado, Zelensky começou a entrar em conflito mais abertamente com Zaluzhnyi, que afastou do cargo no início de 2024.
Seguiu-se um novo impasse na linha da frente, até que Kiev, sob a nova liderança do general Oleksandr Syrskyi, lançou uma incursão surpresa na região russa de Kursk, em agosto de 2024. A ação deu um grande impulso ao moral da Ucrânia e atrasou os avanços russos na frente oriental.
Mas esse impulso também não durou muito - 2025 foi marcado sobretudo pela ofensiva lenta e esmagadora da Rússia ao longo dos 1.200 quilómetros da linha da frente. O impasse continua e, à medida que a guerra entra no seu quarto ano, a Ucrânia continua a debater-se ao longo das linhas da frente. As negociações de paz parecem bloqueadas, com a Rússia a manter exigências maximalistas que Zelensky não está disposto a aceitar.
Convencido de que sabe o que é melhor
Zelensky sabia desde o início que a Ucrânia não seria capaz de manter a luta sem uma ajuda significativa dos seus aliados, sobretudo dos Estados Unidos. A sua determinação em garantir a ajuda que acredita que a Ucrânia merece foi, por vezes, considerada muito enérgica.
Mas muitas vezes resultou. A Alemanha, que inicialmente estava muito relutante em envolver-se no conflito, recusando-se a fornecer armas a Kiev, acabou por fazê-lo e é agora um dos maiores apoiantes do país.
Lytvyn, o conselheiro de comunicação, diz à CNN que Zelensky decidiu desde cedo fazer apelos de ajuda diretamente a outras nações, em vez de apenas aos seus líderes.
"Começou a falar diretamente com o público. Muitos líderes começaram a ajudar, não porque ele lhes pediu, mas porque ele pediu ao seu povo, e o povo pediu-lhes a eles", reforça.
A pressão pública tornou-se ainda mais forte depois de a vaga inicial de libertações ucranianas de cidades em redor de Kiev ter revelado as atrocidades russas - incluindo assassínios em massa de civis.
Mas a autenticidade e as mensagens fortes que funcionaram tão bem na Ucrânia e em toda a Europa não funcionaram com o presidente dos EUA, Donald Trump.
A Ucrânia, e Zelensky pessoalmente, têm sido um tema tóxico para Trump. Foi a alegação de que Trump pressionou o presidente ucraniano a investigar o seu rival político Joe Biden em 2019 que levou ao primeiro impeachment de Trump.
Depois de retornar à Casa Branca, Trump adotou uma posição muito mais hostil em relação à Ucrânia do que o seu antecessor. A partir da Casa Branca acusou Zelensky de ser um ditador e sugeriu repetidamente que a Ucrânia, e não a Rússia, começou a guerra.
Neste contexto, os diplomatas europeus, bem como alguns legisladores norte-americanos, avisaram Zelensky de que uma viagem a Washington não era sensata. Mas Zelensky não lhe deu ouvidos. "Foi à Casa Branca com a ideia de que [os ucranianos] têm razão e que são a vítima e que vão mostrar isso a [Trump]. Não avaliou bem a situação e isso acabou por lhe custar caro", admite um diplomata europeu à CNN.
"Ele é teimoso e está convencido de que sabe o que é melhor. É claro que, sem isso, ele não estaria onde está hoje. Mas em algumas negociações, isso não funciona", acrescenta o diplomata.
A desastrosa reunião, transmitida em direto para todo o mundo, terminou com Trump e o vice-presidente JD Vance a acusarem Zelensky de não querer a paz e de não ser suficientemente grato.
Embora muitos funcionários tenham assistido à reunião com horror, Zelensky ganhou elogios na Ucrânia. Os seus índices de aprovação aumentaram e Yulia Svyrydenko, a primeira-ministra da Ucrânia, revela à CNN que estava orgulhosa de Zelensky nesse dia: “Ele defendeu a posição do povo ucraniano”.
Nem toda a gente ficou surpreendida com os comentários de Vance. Os aliados europeus já tinham muita experiência da maneira brusca de Zelensky. “Os ucranianos foram sempre muito exigentes e muito diretos, sempre a pedir mais, especialmente no início”, frisa o diplomata europeu à CNN.
Nos primeiros dias da invasão em grande escala, nos telefonemas a outros líderes, Zelensky saltava as habituais delicadezas e ia direto a um pedido de mais armas.
“Estavam a ser atacados, estavam a lutar pelas suas vidas e estavam à procura de armas”, lembra o diplomata. "Isto foi bem compreendido na Europa, onde todos sabíamos que eles também estavam a lutar pela nossa segurança. Se formos a Kiev, veremos que não há tempo para agradecer... mas isto é muito menos claro se estivermos longe, como na Casa Branca".
No entanto, desde a desastrosa reunião na Sala Oval, Zelensky descobriu uma forma de comunicar com Trump, de acordo com o senador norte-americano Richard Blumenthal, um aliado próximo de Zelensky, que falou com a CNN em Kiev esta semana.
“Penso que ele tem sido extremamente hábil e perspicaz ao lidar com esta administração”, diz Blumenthal. "Ele dominou a compreensão de como ser resoluto e firme, mas, ao mesmo tempo, aprecia o que a América está a fazer. E penso que ele é muito genuíno em relação a isso".
Montanha russa política
Quatro anos após o início da guerra, Zelensky continua a ter sondagens com que muitos líderes só podem sonhar. Embora tenha oscilado desde o início da guerra, caindo durante as contraofensivas sem sucesso da Ucrânia e os escândalos de corrupção, nunca desceu abaixo dos 52%, de acordo com os dados das sondagens do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KIIS).
Quando Zelensky visitou Praga no ano passado, cada minuto da sua agenda foi meticulosamente planeado. Não havia tempo a perder - até que alguém deixou escapar que havia um grupo de empregados de limpeza ucranianos a trabalhar no parlamento checo. Zelensky decidiu que tinha de os conhecer.
Os checos estenderam o tapete vermelho a Zelensky, mas foi uma fotografia dele a ser abraçado pelas sorridentes empregadas de limpeza que se tornou a imagem que definiu toda a visita.
"É muito típico. Ele luta sempre com os seus seguranças para deixar que as pessoas se aproximem dele. Ele acredita que é isso que precisa de fazer", diz Volodymyr Paniotto, sociólogo e presidente do KIIS.
Zelensky manteve a confiança do público durante as crises
O presidente Volodymyr Zelensky tem gozado de elevados níveis de confiança dos ucranianos desde a invasão russa em grande escala em fevereiro de 2022. A percentagem de residentes que afirmam não confiar nele é de cerca de um terço, enquanto menos de 10% consideram difícil dizer uma coisa ou outra.
Mas a sua imagem de homem do povo sofreu alguns golpes graves ao longo do último ano, e um escândalo de corrupção revelou-se particularmente prejudicial para um presidente eleito com a promessa de limpar a política. Os protestos antigovernamentais de julho do ano passado foram seguidos de críticas por parte dos aliados ocidentais da Ucrânia, incluindo a União Europeia, que deixou claro a Kiev que este país tem de implementar fortes medidas anticorrupção se quiser aderir, obrigando Zelensky a rever os seus planos.
Os escândalos de corrupção derrubaram várias pessoas do círculo íntimo de Zelensky, incluindo o seu antigo parceiro de negócios Timur Mindich e o seu braço direito de longa data Andriy Yermak, levando alguns observadores a questionar se Zelensky tinha tendência para confiar demasiado em aliados contaminados.
Durante anos, Yermak, em particular, parecia intocável. Mas nem ele resistiu a ser implicado num escândalo sobre alegadas propinas no setor da energia, numa altura em que os ucranianos estavam a passar frio devido aos constantes ataques russos às infraestruturas energéticas.
Embora Zelensky nunca tenha sido diretamente implicado, Cichocki, o antigo embaixador polaco, admite à CNN que não tinha a certeza de que o presidente conseguisse resistir à bomba Yermak. "Pensei que era o fim para ele. E passado um mês, com uma nova equipa, ele está de volta, como a Fénix", nota.
Futuro incerto
Os anos de pressão e de desgosto tiveram um impacto visível em Zelensky. O seu rosto jovem e barbeado de antes da guerra há muito que desapareceu, tomado por rugas de preocupação e uma barba cada vez mais grisalha.
Bebe muito café - preto, sem açúcar - para aguentar o dia de trabalho, que normalmente começa entre as 03:00 e as 04:00, altura em que começam a chegar os primeiros relatórios do campo de batalha. Zelenska revela à CNN que, olhando para o seu marido, parece que a guerra dura há muito mais do que quatro anos.
A primeira-dama diz mesmo que não houve um único momento de felicidade completa desde que a guerra começou. Isso terá de esperar até ao fim do conflito. Em vez disso, concentra-se em breves momentos de alegria, como quando a família recebeu um novo cachorrinho e o trouxe para casa pela primeira vez.
"É possível ver isso ao olhar para ele. Mas isso não é tão importante como o que ele está a passar por dentro, a nível emocional."
Lytvyn, que passa a maior parte dos dias em contacto permanente com Zelensky, diz que este não perdeu o sentido de humor e que, por vezes, encontra tempo para relaxar com um livro ou um filme, especialmente nas longas viagens de comboio.
“O que eu admiro nele é que, independentemente do que tenha passado, continua a ser um tipo decente”, sublinha. “Trata as pessoas melhor do que elas o tratam a ele.”
O comediante que se tornou presidente sobreviveu até agora, contra todas as probabilidades. Mas o cenário é talvez mais negro do que nunca.
Os ucranianos de todo o país estão a congelar na escuridão, enquanto a Rússia prossegue a sua campanha de ataques às infraestruturas energéticas. As defesas da Ucrânia na linha da frente têm-se aguentado, mas por pouco. A Rússia continua a avançar lentamente, embora a um custo astronómico.
E ainda que Zelensky tenha conseguido reparar a sua relação com Trump, não o convenceu a restabelecer a ajuda militar dos EUA. Em vez disso, Trump continua a pressionar Zelensky para negociações que parecem cada vez mais contra a Ucrânia.
Paniotto sugere que a maioria dos ucranianos se opõe à realização de eleições - não apenas durante a guerra, mas mesmo durante qualquer tipo de cessar-fogo temporário. “Aos olhos da maioria, Zelensky é o líder que deve levar o país à paz”, conclui Paniotto à CNN.
Não se sabe quando e como isso vai acontecer. Mas Sybiha garante à CNN que tem toda a fé na capacidade de Zelensky de chegar lá: “Ele sabe como lidar com as dificuldades”.