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Nova derrota para Putin: já nem os preços do petróleo conseguem ajudar a economia de guerra da Rússia

11 mai, 23:19
Vladimir Putin (AP)
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Governo veio confirmar as más notícias: a Rússia está perto de uma estagnação e nem o futuro parece risonho

Depois de um discurso em que mudou o disco que estava a tocar desde o início da guerra, Vladimir Putin tem mais razões para estar descontente.

A ideia já pairava no ar, mas o vice-primeiro-ministro da Rússia confirmou-a esta segunda-feira, numa entrevista ao diário Vedomosti.

A Rússia vai crescer apenas 0,4% no ano de 2026, numa revisão brutal que retira quase um ponto percentual aos 1,3% orçamentados para este ano.

Mesmo a ganhar com aquela que a Agência Internacional de Energia já disse ser a maior crise petrolífera de sempre, a Rússia não está a ter um desempenho suficientemente bom para cumprir os mínimos que o seu governo traçou.

De acordo com Alexander Novak, o Produto Interno Bruto (PIB) também será seriamente afetado em 2027. O inicialmente projetado era um crescimento de 2,8%, agora revisto em baixa para metade, para 1,4%.

Num prazo maior, a Rússia espera crescer 2,4% no ano de 2029, um número mais elevado, mas que pode ser seriamente afetado por uma economia em grande parte focada no alimentar de uma máquina de guerra que continua a não conseguir justificar toda a aposta feita, até porque os ganhos na linha da frente continuam a ser residuais.

Talvez seja por todo este cenário que o tal disco de Vladimir Putin está a tocar uma música diferente. Uma música que até já admite uma negociação com a União Europeia, ainda que o nome proposto, o de Gerhard Schröder, não tenha sequer sido considerado por Bruxelas, já que é um conhecido amigo da Rússia.

Com a guerra a chegar finalmente às elites e até com bloggers pró-guerra e influenciadores a virarem a sua postura em relação à tal operação militar especial, Vladimir Putin vê-se cada vez mais encurralado, tendo agora na matemática da economia um novo inimigo quase impossível de derrotar.

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