Montenegro anuncia 126 milhões de euros para a Ucrânia (mas 100 milhões já vinham de Costa)

28 mai, 18:22

Total da ajuda portuguesa ascende a cerca de 250 milhões de euros, nomeadamente com o envio de carros de combate e blindados

Apenas 26 milhões dos 126 milhões de euros que Portugal vai dar em ajuda militar à Ucrânia são novidade. Conforme confirmado por fonte oficial do Governo, e como está plasmado no acordo bilateral assinado esta terça-feira, da totalidade da ajuda prestada por Portugal, 100 milhões de euros já constavam do apoio à iniciativa checa, que visa apoio para a aquisição de munições.

Um apoio que tinha sido anunciado ainda pelo anterior Governo a 14 de março, quatro dias após as eleições ganhas pela Aliança Democrática (AD). "[O apoio] ascende já hoje a mais de 250 milhões de euros, com compromissos de apoio militar, para este ano de 2024, que estão previstos no acordo, a ascenderem a 126 milhões de euros", disse o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Na prática, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebe uma ajuda adicional àquilo que já se sabia de 26 milhões de euros. Perante a confusão sobre a transferência ou não da verba inicial, o ministro português dos Negócios Estrangeiros garantiu, em entrevista à CNN Portugal, que o pagamento foi feito já pelo atual Governo, a 24 de abril, na sequência de um acordo verbal entre PS e PSD.

Da totalidade destes 126 milhões de euros estão previstas, além do fornecimento de munições, várias contribuições financeiras que deverão servir para ajudar a nível humanitário e de reconstrução.

"Portugal contribuirá com apoio militar adicional para a Ucrânia, incluindo aquele a acordar no quadro da União Europeia, da NATO e de outros fora internacionais relevantes", pode ler-se no acordo assinado esta terça-feira, e que se refere, assim, aos 26 milhões de euros adicionais.

Desde 2022, Portugal tem apoiado a Ucrânia de forma "abrangente", de acordo com o Governo, num "compromisso inabalável" que é para continuar, tendo sido assinado um acordo para dez anos, que até pode vir a estender-se.

"Portugal é ainda parte da Coligação F-16, da Coligação Internacional de Capacidades Marítimas, e dos programas de aquisição conjunta de munições de grande calibre liderados pela República Checa e pela Agência Europeia de Defesa", pode ler-se no acordo.

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