Mesmo com votos contra, Estados Unidos aprovam apoio de 40 mil milhões de dólares à Ucrânia

19 mai, 20:04
Bandeiras dos EUA e da Ucrânia junto ao Capitólio (J. Scott Applewhite/AP)

Onze senadores republicanos decidiram votar contra a inicativa, mas a mesma acabou por passar por larga maioria

O Senado dos Estados Unidos aprovou o pacote de ajuda à Ucrânia avaliado em 40 mil milhões de dólares (cerca de 38 mil milhões de euros). A votação passou com 86 votos favoráveis e 11 votos contra, sendo que o projeto segue agora para o presidente, Joe Biden, que o vai assinar para formalizar a lei.

Em causa está um pacote que vai fornecer ajuda militar, económica e humanitária, sendo considerado como essencial para, entre outras coisas, manter os serviços essenciais em funcionamento na Ucrânia.

Era sabido que seria necessária uma maioria composta por democratas e republicanos, numa votação que teria de ter um mínimo de 60 senadores a favor. Feitas as contas, todos os democratas votaram a favor da ajuda, enquanto 11 republicanos votaram contra.

Marsha Blackburn e Bill Hagerty, do Tennessee, John Boozman, do Arkansas, Mike Braun, do Indiana, Mike Crapo, do Idaho,  Johs Hawley, do Missouri, Mike Lee, do Utah, Cynthia Lummis, do Wyoming, Roger Marshall, do Kansas, Tommy Tuberville, do Alabama e Rand Paul, do Kentucky, foram os senadores que votaram contra. O último nome não é surpresa, uma vez que Rand Paul, mesmo que sozinho, conseguiu atrasar o pacote de ajuda numa votação inicial, que se destinava a apressar a ajuda.

Antes da votação, o líder da maioria do Senado garantiu que a câmara alta do Congresso iria “continuar a sua promessa de estar ao lado do povo da Ucrânia”. Chuck Schumer disse ainda que o pacote “vai responder às várias necessidades do povo ucraniano, enquanto este luta pela sobrevivência”.

O responsável parecia estar a adivinhar o resultado, mas mesmo assim deixou um desejo: “Gostaria de poder dizer que esta votação é totalmente unânime”. Não foi, como se viu.

Biden "aplaude" aprovação

Mal saiu a votação favorável, o presidente dos Estados Unidos emitiu, de imediato, um comunicado a "aplaudir" o esforço bipartidário, naquilo que diz ter sido uma "mensagem para o mundo de que o povo dos Estados Unidos continua com o bravo povo da Ucrânia".

"Os recursos que pedi vão permitir-nos enviar mais armas e mais munição para a Ucrânia, além de apoiarem as tropas norte-americanas em território de aliados da NATO", acrescentou.

Este novo pacote de ajuda segue-se a outros já enviados pelo Ocidente. Esperam-se ainda mais 18,4 mil milhões de dólares (perto de 17,5 mil milhões de euros) por parte do G7, que também esta quinta-feira aprovou uma ajuda nesse montante. Sabe-se que desses, 9 mil milhões de euros vão chegar da União Europeia.

A Ucrânia tem insistido na necessidade de ajuda financeira para resistir à invasão russa nas suas mais variadas vertentes: necessita de dinheiro para combater, mas também para manter os hospitais e outros serviços básicos a operar.

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