Marcelo escreve a Zelensky: "Tomei conhecimento de mais um terrível bombardeamento do agressor russo a populações civis"

8 abr, 17:19
Marcelo Rebelo de Sousa discursa na tomada de posse do novo Governo (Miguel A. Lopes/Lusa)

Mensagem enviada após ataque russo que matou dezenas de pessoas na estação de Kramatorsk

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou esta sexta-feira uma nova mensagem ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky. A mensagem chega depois de os mísseis russos terem atingido esta manhã a estação de Kramatorsk, provocando 50 mortos, segundo o balanço ucraniano.

“Ao tomar conhecimento de mais um terrível bombardeamento do agressor russo a populações civis, causando muitas dezenas de vítimas mortais e muitos mais feridos, quero enviar-lhe, de novo, uma mensagem de solidariedade e do empenho e determinação portuguesa no apoio à Ucrânia”, lê-se na mensagem publicada no site da Presidência da República.

O Presidente da República, em coordenação com o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, endereçou um convite a Zelensky para que discurse por videoconferência no Parlamento português. O repto já foi aceite.

Ainda não há data para que esse momento tenha lugar. “Cabe ao presidente Zelensky escolher a data de acordo com as suas disponibilidades e depois haver a compatibilização está a ser feita pela Assembleia da República, que vai receber o Orçamento. Entramos na semana da Páscoa e vai ser, como sabem, uma atividade muito contínua. Vamos ver como será”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa esta sexta-feira aos jornalistas.

À CNN Portugal, a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, já garantiu que o discurso de Zelensky no Parlamento nacional vai acontecer ainda em abril. A intervenção, explicou, servirá para mostrar que as relações entre os dois países “estão construídas na base da amizade, apoio e solidariedade”.

Na quarta-feira, os deputados aprovaram uma sessão solene para que Zelensky se dirigisse ao Parlamento português. A proposta do PAN foi debatida e aprovada na conferência de líderes, com o voto contra do PCP.

No final de março, Marcelo Rebelo de Sousa reiterava que Portugal estava a fazer tudo o que podia para ajudar a Ucrânia, depois de o homólogo ucraniano ter sinalizado o país como um dos que podiam ir mais além.

“Percebo que quem, como o Presidente Zelensky, está a viver uma guerra queira sempre mais: mais armamento, mais meios militares e mais apoios. Nesse quadro há países muito mais ricos e próximos do que Portugal, que podem dar mais do que nós temos dado, sendo que temos estado a dar tudo o que podemos e até, em muitos casos, coisas que não esperávamos poder dar”, afirmou Marcelo.

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