Líderes europeus apoiam dar à Ucrânia estatuto de candidato à UE

16 jun, 16:23
Olaf Scholz com Volodymyr Zelensky, que cumprimenta Emmanuel Macron, ao lado de o presidente romeno Klaus Iohannis e Mario Draghi (AP)

As posições de França, Alemanha e Itália, países fundadores da UE, surge poucos dias antes do Conselho Europeu de 23 e 24 de junho, do qual o governo de Kiev espera um gesto simbólico muito forte em relação à adesão à UE

Os líderes europeus que viajaram até à Ucrânia para se reunirem com Volodymyr Zelensky - o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o presidente romeno, Klaus Iohannis - apoiam a ideia de conceder à Ucrânia o estatuto de candidato à União Europeia (UE). As conclusões desta reunião foram divulgadas pelos próprios líderes, em conferência de imprensa, esta quinta-feira.

"Todos apoiámos o estatuto imediato de candidato à União Europeia", sublinhou Macron, em declarações aos jornalistas.

As posições de França, Alemanha e Itália, países fundadores da UE, surge poucos dias antes do Conselho Europeu de 23 e 24 de junho, do qual o governo de Kiev espera um gesto simbólico muito forte em relação à adesão à UE. Recorde-se que a Albânia, o Montenegro, a Sérvia, a Turquia e a Macedónia do Norte já apresentaram pedidos de adesão ao bloco europeu.

Em declarações aos jornalistas após o encontro, o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que o governo alemão apoia conceder à Ucrânia e à Moldávia o estatuto de candidatos à UE, ressalvando, no enanto, que estes países têm de preencher todos os requisitos para aderir ao bloco. O chanceler acrescentou que Berlim vai continuar a apoiar a Ucrânia enquanto for necessário, destacando a batalha "heróica" que o povo estava a travar contra a Rússia. Scholz referiu que a Alemanha já recebeu cerca de 800 mil refugiados ucranianos e que está também a dar ajudas financeiras e militares.  

Já o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, fez saber que a principal mensagem que passou a Zelensky e aos restantes líderes foi a de que a Itália quer ver a Ucrânia como parte da União Europeia. "O povo ucraniano defende todos os dias os valores da democracia e da liberdade do projeto europeu. Não podemos atrasar o processo", frisou.

Por sua vez, Zelensky sublinhou que a invasão da Ucrânia constitui uma agressão contra toda a Europa e que quantas mais armas Kiev receber mais depressa será possível libertar os territórios ocupados pelos russos. Sobre isto, Macron deu nota que França vai acelerar as entregas de armas à Ucrânia e dar mais seis canhões Caesar, além dos 12 que já tinha assegurado.

O presidente ucraniano aproveitou ainda o encontro para discutir futuras sanções contra a Rússia e planos de reconstrução para o país, que foi devastado pelos ataques russos.

A comitiva de líderes europeus chegou esta quinta-feira à Ucrânia, numa visita que não foi previamente anunciada por razões de segurança. Os líderes começaram por visitar Irpin, cidade nos arredores de Kiev que foi palco de violentos combates entre o final de fevereiro e março. Perante o que viu, Macron afirmou que ali tinham sido cometidos crimes de guerra e enalteceu o "heroísmo" do povo ucraniano, numa cidade marcada pela "barbárie". Também depois de visitar Irpin, o chanceler alemão falou na "crueldade inimaginável" da guerra da Rússia e na "violência sem sentido" na Ucrânia.

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