Soldados da linha da frente de Kursk foram surpreendidos com a chegada de cerca de 10 mil militares para apoiar as tropas russas
São cerca de 11 mil soldados e já estão em combate efetivo ao serviço da Rússia contra as forças ucranianas. O próprio presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que os norte-coreanos já estão no terreno a lutar.
Uma batalha que, para já, se faz na região de Kursk, de onde a Rússia tenta expulsar as tropas ucranianas que, em agosto, fizeram uma surpreendente incursão que permitiu o avanço de cerca de 50 quilómetros dentro do próprio território russo.
Uma moeda de troca que Volodymyr Zelensky queria jogar contra Vladimir Putin, para o forçar a uma paz, mas à qual o presidente russo não parece ter cedido.
Por isso mesmo, no exército ucraniano parece haver agora uma nova disciplina: o coreano. Uma reportagem do jornal The Guardian conta como vários militares enviados por Kiev começaram a aprender o idioma.
“Já sei umas frases: ‘Mãos ao alto, deixa cair a arma e vem connosco calmamente’” é uma delas, garante Vitalii Ovcharenko, um dos soldados na linha da frente que falou ao jornal britânico.
“Larga o colete e o capacete” é outra das frases que este soldado já sabem dizer em coreano. Uma capacidade de Ovcharenko, que está na zona de Sudzha, adquiriu com a ajuda de um guia de apenas três páginas que imprimiu para rapidamente saber como comunicar com os novos oponentes.
Lá tem as palavras em ucraniano, o equivalente em coreano e a forma como as pode dizer.
As informações norte-americanas apontam para a existência de 10 mil soldados norte-coreanos na Rússia, um número que as secretas ucranianas garantem incluir 500 oficiais e três generais.
Parte deles participou já num “pequeno combate” precisamente em Sudzha. “Não sabemos como Moscovo os vai treinar ou como vai comunicar com eles”, continua Ovcharenko, que também não faz ideia de como se comporta o novo inimigo.
“Podem ser profissionais fanáticos com almas solitárias. Ou homens sem experiência de outro continente. Seja como for, estamos prontos para a ameaça”, garantiu, prevendo que os norte-coreanos “vão morrer inutilmente”.
