Kirill Dmitrev defende que após a decisão do Conselho Europeu, Friedrich Merz e Ursula von der Leyen devem demitir-se
Kirill Dmitrev, um dos negociadores de Putin e responsável pelo Fundo Russo de Investimento Direto, foi o primeiro membro do Kremlin a reagir à decisão dos líderes da União Europeia (UE) em desistir da intenção de utilizar os ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.
Moscovo aplaude a vitória das “vozes da razão da UE" contra o “grande golpe dos belicistas da UE" liderados pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
"As vozes da razão na UE bloquearam a utilização ILEGAL das reservas russas para financiar a Ucrânia", escreveu Dmitriev no X.
BREAKING: Major BLOW to EU warmongers led by failed Ursula — voices of reason in the EU BLOCKED the ILLEGAL use of Russian reserves to fund Ukraine.
Law and sanity win… for now. 👇https://t.co/ZoZJkHWPr6 https://t.co/bPrENwv2Ta
— Kirill Dmitriev (@kadmitriev) December 19, 2025
Dmitriev acrescenta que esta decisão consubstancia um "golpe fatal para Ursula, Merz, Starmer e outros belicistas: queimaram capital político ao forçar ações ilegais contra as reservas da Rússia - e FALHARAM". Para o representante do Kremlin, Merz e Von der Leyen só têm uma solução após a decisão dos líderes europeus: a demissão.
Em sentido contrário, Kirill Dmitriev congratula a decisão de Bélgica, Hungria, Chéquia e Eslováquia em "proteger o direito à propriedade".
Belgium 🇧🇪, Hungary 🇭🇺, Czech Republic 🇨🇿 and Slovakia 🇸🇰 protected property rights—and Europe’s financial & legal system—saving EU from investor exodus. They exposed the incompetence of the EU warmonger elites who pushed illegal actions, spent political capital & failed https://t.co/1QC65gXokU
— Kirill Dmitriev (@kadmitriev) December 19, 2025
Os líderes da União Europeia (UE) concordaram esta sexta-feira financiar a Ucrânia com 90 mil milhões de euros em 2026 e 2027 através da emissão de dívida com recursos do orçamento comunitário, deixando de lado, de momento, o plano inicial de recorrer a ativos russos congelados pelas sanções.
Embora o principal objetivo fosse garantir o empréstimo utilizando os recursos gerados pelo vencimento de ativos russos congelados, como defendia a Comissão Europeia, os líderes optaram, pela emissão de dívida comum.
A decisão ficou a dever-se, sobretudo, às objeções da Bélgica, país onde se encontra depositada a maior parte desses ativos, avaliados em 185 mil milhões de euros.
Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que vai ser concedido com urgência "um empréstimo garantido pelo orçamento da União Europeia", que "reserva o direito de utilizar ativos congelados para o pagamento do empréstimo.
De qualquer forma, os líderes instruíram a Comissão Europeia para continuar a trabalhar num "empréstimo de reparação" para Kiev "com base em ativos russos congelados".
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, saudou a decisão de optar por um empréstimo garantido pela margem orçamental da UE para financiar a Ucrânia em 2026 e 2027 e reiterou que os ativos russos depositados no país vão "permanecer congelados".
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.