Jornalista russa que protestou contra a invasão da Ucrânia na televisão confirma que fugiu da prisão domiciliária

5 out, 10:32
Marina Ovsyannikova

"Considero-me completamente inocente, e uma vez que o nosso Estado se recusa a cumprir as suas próprias leis, recuso-me a cumprir a medida de restrição que me foi imposta", disse Marina Ovsyannikova no Telegram

Marina Ovsyannikova, a jornalista russa que protestou contra a invasão da Ucrânia em direto na televisão estatal russa, confirmou esta quarta-feira que fugiu da prisão domiciliária, decretada há dois meses.

"Considero-me completamente inocente, e uma vez que o nosso Estado se recusa a cumprir as suas próprias leis, recuso-me a cumprir a medida de restrição que me foi imposta sob a forma de prisão domiciliária, e libertei-me dela a partir de 30 de Setembro de 2022", disse Ovsyannikova no Telegram.

A jornalista tinha uma audiência marcada num tribunal moscovita para as 10:00 locais. Ovsyannikova enfrenta uma pena de 10 anos de prisão por "difundir informações falsas" acerca das Forças Armadas da Rússia.

Durante o protesto na televisão pública russa, a jornalista segurou num cartaz que apelidava Vladimir Putin de "assassino" e os soldados leais ao Kremlin de "fascistas".

A prisão domiciliária deveria acabar no dia 9 de outubro, mas, no sábado, a televisão estatal russa reportou que Ovsyannikova teria desaparecido de casa com a filha de 11 anos. O seu paradeiro é ainda desconhecido. A agência Reuters afirma que a jornalista já se encontra na lista de fugitivos da Justiça no site do Ministério do Interior da Rússia.

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