Petrolíferas têm sido o grande alvo de uma campanha da Ucrânia dentro da Rússia
São já semanas seguidas de ataques a Moscovo, São Petersburgo e até a alvos mais longínquos na Rússia, mas só agora o homem-forte do Kremlin começa a ceder.
Por outro lado, o homem-forte do Kremlin já está a ceder. Falamos de retórica, claro, porque em termos militares não parece haver grande mudança.
Ainda assim, as palavras do presidente da Rússia vão-se aproximando de uma abordagem mais cautelosa, nomeadamente em relação à questão energética, com vários campos petrolíferos em chamas ou com dificuldades em operar ao nível desejado.
O primeiro efeito é o racionamento de combustível em várias regiões da Rússia, com a Ucrânia a conseguir um dos seus grandes objetivos, que passa por levar a guerra até à população, que a começa a sentir na carteira e o no dia a dia.
Perante uma situação que começando a ficar insustentável, Vladimir Putin sentiu necessidade de vir falar em direto na televisão nacional este domingo, admitindo pela primeira vez que os avanços tecnológicos da Ucrânia estão a infligir danos na Rússia, nomeadamente na produção de combustíveis.
“Estes ataques às nossas infraestruturas estão a criar problemas, isso é óbvio”, referiu o presidente da Rússia, numa altura em que enxames de drones têm atacado de forma incessante o grande motor da máquina de guerra do Kremlin.
Volodymyr Zelensky anunciou ataques a refinarias em Krasnodar ou Yaroslavl, bem dentro da Rússia, mostrando que a estratégia é para manter e até, se possível, intensificar. Afinal o presidente da Ucrânia ordenou uma estratégia de 40 dias para pressionar o inimigo a acabar a guerra.
Ainda assim, e mesmo com a Rússia a atravessar um “período difícil”, Vladimir Putin garantiu que um recuo não está em cima da mesa. Pelo contrário, o objetivo é aumentar a intensidade das atividades ofensivas na tentativa de empurrar uma linha da frente que pouco se mexe.
Por agora há “uma certa falha” de combustível, mas nada “crítico”, garantiu o presidente russo, que garantiu que está a ser feito de tudo para restaurar o abastecimento onde ele é mais escasso.
