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Francês detido em Moscovo por "recolher propositadamente informações militares" russas

CNN Portugal , BCE
6 jun, 23:37
Moscovo (EPA)

 

 

Emmanuel Macron já confirmou a detenção de um dos seus "compatriotas" na Rússia, mas quis deixar claro que o indivíduo trabalha para uma organização não-governamental (ONG) da Suíça e não para o governo francês

As autoridades russas anunciaram esta quinta-feira que detiveram um cidadão francês suspeito de "recolher propositadamente informações militares" da Rússia.

Em comunicado citado pelo jornal New York Times, o Comité de Investigação da Rússia adianta que o indivíduo foi detido por não se ter registado como "agente estrangeiro", podendo vir a enfrentar uma pena de até cinco anos de prisão.

No mesmo comunicado, os investigadores russos indicam que o cidadão francês viajou para a Rússia por diversas vezes com o objetivo de "recolher propositadamente informações no domínio das atividades militares e técnico-militares" de Moscovo. Essas informações, dizem os investigadores, “podem ser usadas contra a segurança” da Rússia.

Entretanto, o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou a detenção de um dos seus "compatriotas" na Rússia. Sem revelar a sua identidade, Macron frisou apenas que o indivíduo trabalhava para uma organização não-governamental (ONG) da Suíça e não para o governo francês.

A agência de notícias estatal russa TASS identifica o indivíduo como Laurent Vinatier, um consultor que trabalha no Centro para o Diálogo Humanitário, uma ONG sem fins lucrativos sediada na Suíça. O respetivo centro, que se apresenta no seu site oficial como um organismo que tem a missão de “prevenir e resolver conflitos armados em todo o mundo através da mediação e da diplomacia discreta”, confirmou ao New York Times que Laurent Vinatier trabalhava como conselheiro nos seus projetos.

“Estamos trabalhando para obter mais detalhes sobre as circunstâncias e garantir a libertação de Laurent”, disse um porta-voz do centro, citado pelo jornal norte-americano.

Laurent Vinatier junta-se assim a uma lista de indivíduos de países do Ocidente que estão sob custódia russa, incluindo Evan Gershkovich, repórter do The Wall Street Journal, Paul Whelan, ex-fuzileiro dos EUA, e Alsou Kurmasheva, editora da Radio Free Europe/Radio Liberty.

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