EUA e Reino Unido prometem continuar a ajudar aa Ucrania após contraofensiva

Agência Lusa , MJC
9 mai 2023, 21:59
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e James Cleverly, ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido (AP)

O chefe da diplomacia britânica sublinhou que esta guerra “não é um filme” e recordou que “não há garantias” de que a contraofensiva seja bem-sucedida, apesar de os ucranianos terem demonstrado ser “muito eficazes” no que respeita a repelir a agressão russa

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, James Cleverly, prometeram esta terça-feira que os seus países continuarão a apoiar a Ucrânia depois da contraofensiva de Kiev para expulsar as tropas russas.

“Temos de continuar a apoiá-los independentemente do êxito da contraofensiva no campo de batalha, porque este conflito não terminará até que seja solucionado adequadamente”, disse Cleverly numa conferência de imprensa após reunir-se com Blinken em Washington.

O chefe da diplomacia britânica sublinhou que esta guerra “não é um filme” e recordou que “não há garantias” de que a contraofensiva seja bem-sucedida, apesar de os ucranianos terem demonstrado ser “muito eficazes” no que respeita a repelir a agressão russa.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de continuar a apoiar o Governo do Presidente Volodymyr Zelensky, ao mesmo tempo negando que o Reino Unido e os Estados Unidos se tenham confrontado a propósito do envio de armamento.

“Trabalhamos em estreita colaboração: a natureza dos nossos exércitos é diferente, os nossos sistemas políticos são diferentes. Há coisas que o Reino Unido pode fazer mais rapidamente e coisas que os norte-americanos podem fazer melhor”, esclareceu Cleverly.

“Estou completamente de acordo com o meu amigo. Apoio firmemente o que acaba de dizer. Temos exatamente a mesma perspetiva”, acrescentou Blinken.

O secretário de Estado norte-americano negou a ideia de que dentro do seu país esteja a diminuir o apoio à Ucrânia e afirmou que o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Kevin McCarthy, expressou numa “forte declaração” a sua determinação de manter a ajuda à Ucrânia.

Blinken também rejeitou as críticas de que o Governo do Presidente norte-americano, o democrata Joe Biden, se preocupa mais com a guerra na Ucrânia do que com problemas internos dos Estados Unidos, como a violência armada ou a crise dos opiáceos.

“Não é um jogo de soma zero. Temos a responsabilidade de lidar com os desafios que temos no nosso país e com os desafios que temos em todo o mundo”, defendeu.

Os Estados Unidos, o maior doador de armamento à Ucrânia, anunciou hoje um novo pacote de ajuda militar avaliado em 1.200 milhões de dólares (1.094 milhões de euros) e cujo objetivo é fortalecer as defesas aéreas ucranianas perante os contínuos ataques russos com ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas), ‘rockets’ e mísseis.

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