Rússia está a instalar sistemas S-300 e S-400 na capital, depois de ter sofrido um ataque maciço ucraniano, o que está a ser interpretado como uma redução da rede destes mísseis
Um comandante ucraniano garante que a Rússia está a “perder o conceito de defesa aérea em camadas” em algumas zonas da linha da frente, permitindo à Ucrânia furar o espaço aéreo russo e lançar bombas sobre alvos no interior do território inimigo.
A eficácia dos ataques da Ucrânia sobre os radares e lançadores russos estão a deixar o Kremlin a braços com alguns pontos cegos nas suas defesas e, consequentemente, com “camadas” mais finas.
À Euromaidan, um antigo engenheiro de testes de aviação no Antonov Design Bureau, Kostiantyn Kryvolap, traduziu esta mudança em termos concretos.
“Agora que os russos reduziram significativamente o número de sistemas S-400 e S-300, e nós adquirimos sistemas e unidades capazes de detetar um míssil com antecedência e ordenar imediatamente ao piloto que execute a manobra adequada, surgiu a oportunidade de utilizar esses sistemas. E o país começou a utilizá-los. É essa a ideia”, observou.
Segundo informação avançada pelo Moscow Times, a Rússia está a instalar sistemas S-300 e S-400 na capital, depois de ter sofrido um ataque maciço ucraniano, o que pode ser interpretado como uma redução da rede destes mísseis, provocada pelos bombardeamentos da Ucrânia.
O S-400 continua a ser a maior ameaça para os aviões de guerra ucranianos, com um alcance estimado de até 400 quilómetros, embora, na maioria das vezes, ataque aviões a 200 quilómetros de distância, explicou Kryvolap.
Mas com a erosão das camadas de defesa aérea a Ucrânia ganha margem para atacar e com maior intensidade, já que conta agora com a primeira bomba planadora guiada de fabrico nacional, a Vyrivniuvach, que entrou em produção em série este mês.
