Estados Unidos reforçam críticas à Rússia, mas resistem à utilização da palavra "genocídio"

10 abr, 17:00

Conselheiro de Joe Biden adiantou que especialistas estão a avaliar os atos cometidos na Ucrânia para saberem se se encaixam na definição de genocídio

A Casa Branca reforçou as críticas à Rússia na sequência daquilo que diz serem crimes de guerra contra civis em várias cidades ucranianas. Referindo-se em concreto aos acontecimentos de sexta-feira em Kramatorsk, onde uma estação de comboios com quatro mil pessoas foi bombardeada, o conselheiro para a segurança nacional de Joe Biden classificou de “cruel, criminoso e maldoso” o ataque àquele local, onde 57 pessoas morreram, incluindo algumas crianças.

Jake Sullivan acusou ainda a Rússia de “alvejar civis de forma sistemática”, referindo-se às ações das tropas russas como sendo “brutais e depravadas”.

Em declarações ao programa State of the Union, da CNN, o responsável recusou, no entanto, referir-se aos atos do exército russo como genocídio, uma palavra que o Ocidente continua a tentar evitar.

“O rótulo é menos importante que o facto de estes atos serem cruéis, criminosos, errados e maldosos, e precisam de ser respondidos de forma decidida”, disse.

Já no programa This Week, da ABC, Jake Sullivan deixou para mais tarde uma eventual classificação da situação na Ucrânia como genocídio, deixando essa análise para os especialistas norte-americanos, que vão analisar os atos das tropas russas à luz do direito internacional.

“Ainda não chegámos a uma determinação do que é genocídio. É uma determinação sobre a qual trabalhamos sistematicamente”, acrescentou.

As palavras que surgem dos Estados Unidos continuam, ainda assim, duras para com os atos da Rússia, depois de o presidente Joe Biden já ter vindo chamar “carniceiro” a Vladimir Putin.

A noção de genocídio foi instituída no direito internacional em 1948, com uma convenção das Nações Unidas que pretendia prevenir e punir este tipo de crime. De acordo com a definição da ONU, genocídio inclui a morte de toda ou de parte de uma nação, etnia, raça ou religião.

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