Enviado de Trump diz que EUA podem "forçar" Rússia a fazer concessões na guerra com a Ucrânia

CNN , Mariya Knight
16 fev 2025, 00:01
Keith Kellogg. EPA/LUSA
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Perante a audiência na Conferência de Segurança de Munique, Keith Kellogg disse ainda que as sanções do Ocidente à Rússia são pouco rigorosas

A Rússia terá de fazer concessões para acabar com a guerra na Ucrânia, disse o enviado da administração Trump para a Rússia-Ucrânia, Keith Kellogg, no sábado.

As concessões envolveriam principalmente questões territoriais e, possivelmente, a renúncia ao uso da força, apontou Kellogg durante uma intervenção na Conferência de Segurança de Munique.

Putin “não vai reduzir as suas forças militares”, admitiu o diplomata americano, mas os EUA esperam “forçá-lo” a ações com as quais não se sente “confortável”.

Kellogg adiantou que os EUA poderiam consegui-lo perturbando as alianças recentemente formadas pela Rússia - tais como as com o Irão, a Coreia do Norte e a China - que eram inexistentes há apenas alguns anos.

Kellogg disse ainda que os EUA poderiam pressionar as receitas petrolíferas de Putin através de sanções mais rigorosas. Kellogg classificou os atuais esforços do Ocidente para aplicar sanções à Rússia como um 3 em 10.

“O que é que move a Rússia? É de facto um estado petrolífero. Setenta por cento do dinheiro que estão a receber para financiar esta guerra provém do petróleo e do gás. A maior parte desse dinheiro passa pela frota sombra”, argumentou Kellogg, acrescentando que os EUA têm de começar a aplicar sanções que quebrem as ‘costas económicas’ de Moscovo.

“Se pensam que vão matar para sair desta situação, estão enganados, porque têm uma péssima visão da história”, afirmou Kellogg, argumentando que a Rússia estava evidentemente “disposta a perder” um grande número de soldados na Batalha de Estalinegrado durante a Segunda Guerra Mundial, bem como “sacrificar centenas de milhares” de soldados na sua guerra na Ucrânia.

 

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