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Dois mortos e dezenas de feridos após artilharia russa atingir prédio em Kiev. TVI/CNN Portugal está no local

14 mar 2022, 12:08

Disparo foi efetuado por volta das 5:00. Os habitantes acreditam que o número de óbitos não é mais elevado apenas porque a maioria dos residentes daquele complexo já abandonou a capital ucraniana

Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após um prédio de nove andares ter sido atingido por artilharia russa, em Kiev. Durante a manhã desta segunda-feira, os enviados especiais TVI/CNN Portugal estiveram no local, na capital da Ucrânia.

De acordo com as autoridades, este é um edifício residencial, afastado de qualquer alvo militar, que ficou com todos os apartamentos destruídos e inabitáveis. O ataque ocorreu por volta das 5:00 e a zona de maior impacto terá sido entre o terceiro e o quinto andares da infraestrutura.

Os habitantes explicaram ainda à equipa TVI/CNN Portugal que o número de óbitos não é mais elevado apenas porque a maioria dos residentes daquele complexo já abandonou a capital ucraniana.

O incidente ocorreu num bairro de classe média, situado a norte do centro da capital ucraniana. Durante a manhã, no local, ainda se ouviam detonações e explosões resultantes dos confrontos entre as tropas da Ucrânia e Rússia, nos arredores de Kiev.

No local já estiveram peritos militares, que recolheram vários destroços com o propósito de identificar que tipo de engenho bélico atingiu o prédio.

Os residentes entrevistados pelos enviados especiais TVI/CNN Portugal dizem estar incrédulos com este ataque, que acreditam que confirma que Vladimir Putin tem agora uma nova estratégia: bombardear Kiev.

Autarca de Kiev preocupado com abastecimento da capital

O autarca de Kiev, Vitali Klitschko, também esteve no local durante a manhã e reiterou que este ataque, tal como outras ocorrências desde o início da invasão, são crimes de guerra que têm matado crianças e inocentes. Klitschko voltou ainda a apelar ao apoio da comunidade internacional, sobretudo através de armamento militar.

Questionado pela CNN Portugal, Vitali Klitschko revelou que o abastecimento da cidade pode vir a ser um problema num futuro próximo. Isto apesar de o governo de Zelensky manter a posição de que há mantimentos para alimentar os dois milhões de ucranianos que permanecem em Kiev pelo menos durante duas semanas.

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