“Dia do juízo final”. Medvedev avisa Ucrânia para as consequências de um ataque à Crimeia

Agência Lusa , NM
17 jul, 18:27

"Ameaças (...) de atacar a Crimeia ou o porto da Crimeia provam que toda a Ucrânia deve ser desnazificada e desmilitarizada", referiu o antigo presidente russo, acrescentando que o mundo pode "ter a certeza de que os objetivos desta operação vão ser cumpridos"

O ex-presidente russo Dmitri Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação da Rússia, ameaçou, este domingo, a Ucrânia com a chegada do "dia do juízo final", caso as autoridades ucranianas ataquem a Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.

"As consequências [do eventual ataque] são óbvias. Se algo semelhante acontecer, o dia do juízo final chegará em breve para todos eles [ucranianos]. Será muito rápido e muito duro", disse Medvedev, chefe de Estado da Rússia entre 2008 e 2012, durante uma reunião com veteranos da Segunda Guerra Mundial em Volgogrado, antiga Estalinegrado.

No seu discurso, divulgado pela agência RIA Nóvosti, o político russo garantiu que os objetivos da campanha militar do Kremlin, iniciada em 24 de fevereiro, "vão ser cumpridos".

"Podem ter a certeza de que os objetivos desta operação vão ser cumpridos. Estão relacionados com a eliminação... das ameaças ao nosso país", disse.

De acordo com o ex-Presidente russo, isso abrange também os países ocidentais que "alimentam o regime" de Kiev com dinheiro e armas.

O senador russo Andrei Klishas havia já pedido a "desmilitarização" e a "desnazificação" de toda a Ucrânia devido às ameaças das autoridades ucranianas em atacar a Crimeia.

"Ameaças (...) de atacar a Crimeia ou o porto da Crimeia provam que toda a Ucrânia deve ser desnazificada e desmilitarizada, porque, caso contrário, haverá sempre uma ameaça ao nosso território, aos nossos cidadãos e à nossa infraestrutura", escreveu no serviço de mensagens Telegram.

No passado, fontes do Ministério da Defesa ucraniano não descartaram a possibilidade de usar o sistema de mísseis norte-americano HIMARS, que Kiev começou a receber em junho, para atacar alvos militares na Crimeia.

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