Ataque russo a caravana de civis mata 25 pessoas em Zaporizhzhia

Pedro Falardo , atualizado às 10:03
30 set, 08:01
Guerra na Ucrânia (AP Photos)

Tropas de Moscovo atacaram também as cidades de Dnipro e Mykolaiv na manhã desta sexta-feira

Um ataque russo com mísseis a uma caravana de civis fez esta sexta-feira 25 vítimas mortais e cerca de 50 feridos na região de Zaporizhzhia. A informação foi avançada pelo governador da região, Oleksandr Starukh, no Telegram.

"Até agora, 23 mortos e 28 feridos são conhecidos. Todos civis, nossos compatriotas. Ardam no inferno, malditos patifes!", escreveu, num primeiro balanço de vítimas, posteriormente atualizado pelo Gabinete da Procuradoria-Geral da Ucrânia.

Starukh adiantou que estas pessoas integravam uma caravana de veículos que se dirigia para os territórios “temporariamente ocupados” para “levar ajuda e trazer familiares” para território controlado pelas forças de Kiev.

No Telegram, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reagiu ao ataque, apelidando a Rússia de "escumalha sanguinária".

"O estado terrorista dispara mísseis contra a população civil em Zaporizhzhia, Mykolaiv e Dnipropetrovsk. Somente autênticos terroristas fazem isto, não deveriam ter lugar num mundo civilizado", escreveu Zelensky.

A manhã desta sexta-feira ficou também marcada por ataques às cidades de Dnipro e Mykolaiv. O governador de Dnipropetrovsk, Valentyn Reznichenko, confirmou a existência de uma vítima mortal e dois feridos na sequência de um bombardeamento a uma zona residencial da capital da região.

Por seu turno, em Mykolaiv, foram ouvidas sete explosões durante esta madrugada. A informação foi confirmada pelo governador da região, Vitaliy Kim, e pelo autarca da cidade, Oleksandr Senkevych. De acordo com Kim, um míssil atingiu um arranha-céus e há pessoas presas nos escombros.

O ataque acontece no dia em que Moscovo se prepara para anexar Zaporizhzhia e outras três regiões ucranianas: Lugansk, Donetsk e Kherson.

Na quinta-feira, o Kremlin tinha anunciado que as quatro regiões da Ucrânia, que realizaram referendos entre 23 e 27 de setembro sobre a adesão à Rússia, serão hoje incorporadas no país.

A anexação oficial já era esperada depois da votação nas áreas sob ocupação russa na Ucrânia, cujos habitantes, alegou Moscovo, apoiavam esmagadoramente a anexação formal destes territórios pela Rússia.

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