Ataque a escola em Lugansk faz 60 mortos, confirma Zelensky

Pedro Falardo | Wilson Ledo , Atualizado às 21:40
8 mai, 21:37
Guerra na Ucrânia (AP Photos)

Dois mortos confirmados eram crianças. 28 pessoas foram resgatadas com vida da escola bombardeada

O presidente Volodymyr Zelensky confirmou este domingo que 60 pessoas que procuravam abrigo na escola em Bilohorivka, na região de Lugansk, foram mortas. “Só ontem, na vila de Bilohorivka, na região de Lugansk, uma bomba russa matou 60 civis”, lamentou na videoconferência do G7.

Na manhã desse domingo, esse era o cenário mais temido pelas autoridades- Segundo o governador da região, Serhiy Gaidai, o ataque na vila de Bilohorivka ocorreu no sábado à tarde, quando um avião russo largou uma bomba sobre o edifício, onde estavam abrigadas à volta de 90 pessoas.

Segundo a mesma fonte, duas das vítimas mortais eram crianças de 11 e 14 anos.

"É provável que 60 pessoas tenham morrido debaixo dos escombros do edifício", avançou Gaidai, no seu canal do Telegram. O responsável adiantou que o incêndio resultante do ataque demorou quatro horas a ser extinto pelos bombeiros.

De manhã, 28 das cerca de 90 pessoas que se abrigavam no edifício tinham sido resgatadas com vida.

"Estas são as verdadeiras atrocidades do 'mundo russo': o cínico bombardeamento de uma escola que servia de abrigo, o assassinato de crianças", afirmou ainda o governador.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, uma ação que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Instituições condenam

A Organização das Nações Unidas já veio dizer que este episódio é “mais um lembrete gritante da crueldade desta guerra”. “Os civis e estruturas civis devem ser poupadas em tempo de guerra. Estas obrigações ao abrigo da lei humanitária internacional não são negociáveis”, considerou o coordenador de crise para a Ucrânia, Amin Awad.

Também a diretora-executiva da UNICEF, Catherine Russell, veio condenar veemente o ataque. “Não sabemos ainda quantas crianças podem ter sido mortas ou feridas no referido bombardeamento, mas tememos que este ataque venha juntar mais mortes às centenas de crianças que já perderam as suas vidas nesta guerra”, afirmou.

 

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