Armas para lutar pela "liberdade". Sánchez anuncia ajuda inédita à Ucrânia ao lado do "querido" Zelensky

27 mai, 14:48

Sánchez e Zelensky estiveram juntos num acordo que firmou três pilares de cooperação. Segue-se a visita a Portugal

Defesa, segurança, paz e reconstrução. Essas são as prioridades de Espanha na ajuda à Ucrânia, no dia em que o primeiro-ministro espanhol confirmou uma ajuda inédita no valor de mil milhões de euros, e que vai dotar Kiev de mais equipamento militar, nomeadamente sistemas de defesa anti-aérea e mísseis para esses mesmos sistemas.

São as armas para a “luta da Ucrânia em favor da liberdade”, mas que Pedro Sánchez também diz ser uma luta europeia e do Ocidente contra o “terror” da Rússia.

“A luta da Ucrânia é a favor dos valores da comunidade que se define pela sua defesa. Se a resistência ucraniana representa algo, isso é uma inspiração para todos os que acreditam na paz, democracia e igualdade entre Estados”, afirmou o primeiro-ministro espanhol, dirigindo-se sempre ao “querido Zelensky”, um “bom amigo”.

Perante a maior dificuldade no terreno, com a Rússia a apertar em toda a linha da frente de Kharkiv, Pedro Sánchez destacou que é “mais necessário que nunca reforçar o apoio” a Kiev. E esta visita permite isso mesmo, nomeadamente pela assinatura do acordo bilateral que “renova a aposta para contribuir para a segurança frente à agressão de Putin”.

É um acordo para o agora, com os mísseis e sistemas de defesa, mas também para o futuro, com olho na reconstrução da Ucrânia, na qual Espanha também está empenhada. É o terceiro pilar do acordo e que vai ser efetivado em Berlim, onde vai estar o ministro espanhol da Economia, numa cimeira que vai juntar vários Estados ocidentais e onde vão decorrer negociações com empresas do setor privado que podem começar já a trabalhar e a gizar os planos para a reconstrução do país.

“A Ucrânia pode contar com Espanha na sua luta pela paz e esperemos que num futuro partilhado dentro da União Europeia”, reiterou, vincando uma ideia várias vezes deixada na conferência de imprensa: Sánchez quer a Ucrânia na União Europeia e também na NATO.

A defesa da "ganância"

O presidente ucraniano agradeceu ao povo espanhol pela nova ajuda que vai ser enviada, destacando que Espanha tem sido dos países que mais ajuda presta na defesa do território que a Rússia quer tomar.

"Não foram indiferentes quando os mísseis russos começaram a destruir as nossas cidades, a matar as nossas crianças", vincou, destacando a resiliência espanhola nesta ajuda: "Espanha não foi débil quando foi preciso tomar decisões a nível político. Estou agradecido pela ajuda e pelos sistemas de defesa".

Zelensky sublinhou que "cada pessoa vê quantas vidas leva o terror russo", frisando que no último mês foram disparados três mil mísseis na linha da frente, grande parte deles em Kharkiv, onde a Rússia está a conseguir um avanço quase diário.

São os efeitos daquilo a que o presidente ucraniano chama "ganância da conquista russa", até porque "Putin fala muito de negociar, mas o certo é que são só tentativas. Como outros ditadores, só mente quando fala".

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