Já não são só soldados ou munições que Pyongyang está a dar a Moscovo
Primeiro foram, as tropas, depois foram as armas e, agora, a Coreia do Norte está a ajudar a Rússia de uma terceira forma. De acordo com os serviços de informação da Ucrânia, o regime de Pyongyang enviou uma unidade de mísseis para apoiar o Kremlin na guerra.
Como escreve a agência Reuters, este é já o maior envolvimento da Coreia do Norte numa guerra desde a década de 1950, quando se deu a guerra que terminou com a divisão da península, e na qual os Estados Unidos também entraram.
Uma unidade de mísseis da Coreia do Norte foi enviada para o oeste da Rússia. Trata-se de um mecanismo que pode levar até 120 mísseis balísticos e seis lançadores para ataque, de acordo com a avaliação das secretas ucranianas.
Neste esforço estão envolvidos 90 soldados da Coreia do Norte, que devem concentrar-se na região de Voronezh, na fronteira com a Ucrânia.
O presidente da Ucrânia avisou em julho que a Coreia do Norte estava também a preparar-se para enviar mais 30 mil soldados para ajudar a Rússia no seu esforço de guerra, marcando uma continuação no apoio de Kim Jong-un a Vladimir Putin.
De início, e de acordo com as informações de Ucrânia, Estados Unidos e Coreia do Sul, entre 10 a 12 mil soldados de Pyongyang chegaram para combater pela Rússia no fim de 2024. Esse número foi atualizado para 14 a 15 mil na última avaliação, sendo que perto de 9.500 soldados ainda permanecem na zona de Kursk, onde foram atirados para a linha da frente para tentarem ajudar na libertação da região invadida pela Ucrânia numa operação surpreendente.
Em relação a armas, a Coreia do Norte forneceu já milhões de munições de artilharia e de morteiros, além de mísseis balísticos, de artilharia de longo alcance e de lançamentos de rockets.
Segundo a agência Reuters, navios com bandeira russa transportaram cerca de 16 mil contentores com munições da Coreia do Norte para a Rússia só entre setembro de 2023 e março de 2025.
De acordo com a Ucrânia, a Coreia do Norte está mesmo a fornecer cerca de metade das munições que a Rússia está a usar na linha da frente.
Esta nova ajuda chega numa altura em que a Rússia está a tentar aumentar a pressão sobre a Ucrânia, que se vê em dificuldades perante a escassez de munições de interceção.
