Ucrânia acusa Rússia de bombardear hospital pediátrico em Mariupol

9 mar, 15:54

Ainda não há informação sobre vítimas, apenas vídeos divulgados pelas autoridades ucranianas. O corredor humanitário que tenta retirar desta cidade 400 mil pessoas tem sido constantemente interrompido desde sábado

O governo de Mariupol acusou, esta quarta-feira, as tropas russas de terem bombardeado um hospital pediátrico em Mariupol, que terá ficado totalmente destruído. Ainda não há informação oficial do número de vítimas.

"As forças de ocupação russas lançaram várias bombas sobre o hospital infantil. A destruição é colossal. O edifício do centro médico onde crianças foram tratadas recentemente está completamente destruído. Uma maternidade, uma ala infantil e um serviço de medicina interna, tudo isto foi destruído durante o ataque aéreo russo", disse Pavlo Kyrylenko, citado pela Reuters.

 

Pouco tempo depois, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, divulgou outro vídeo e garantiu que há crianças entre os escombros do hospital pediátrico de Mariupol.

"Há pessoas entre as ruínas, há crianças entre as ruínas. Isto é uma atrocidade. Durante quanto mais tempo vai o mundo ser cúmplice, ignorando o terror? Fechem o espaço aéreo imediatamente. Parem a matança imediatamente", escreveu Zelensky nas redes sociais, partilhando um vídeo da destruição.

 

Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano, também publicou nas redes sociais um vídeo de Mariupol, aproveitando para apelar ao encerramento do espaço aéreo ucraniano.

 

Já antes, a Ucrânia tinha acusado a Rússia de violar o cessar-fogo em Mariupol, quando era suposto estar aberto um corredor humanitário para retirada de civis em segurança.

"A Rússia continua a manter reféns 400 mil pessoas em Mariupol, bloqueando a ajuda humanitária e a evacuação. Os bombardeamentos indiscriminados continuam", escreveu o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, no Twitter.

O corredor humanitário de Mariupol tem sido constantemente interrompido por ataques desde sábado, quando os russos se começaram a comprometer com cessar-fogos temporários.

A cidade de Mariupol está cercada pelas tropas russas há mais de uma semana e a Cruz Vermelha, na terça-feira, descrevia a situação como "apocalíptica".

Os civis estão abrigados dos bombardeamentos, sem acesso a comida, água, energia ou aquecimento.

Segundo o governo ucraniano, desde o início da invasão russa, morreram 1.170 civis na cidade de Mariupol.

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