Declarações do secretário-geral da NATO marcam uma posição antes da reunião magna em Ancara
“Simplesmente gosto do homem. Penso que o que ele está a fazer pela NATO são grandes notícias”. Foi desta forma que o secretário-geral da Aliança Atlântica decidiu iniciar mais uma cimeira de um grupo de 32 países em que parece haver uma preferência clara.
Mark Rutte nunca o escondeu, mas a entrevista que concedeu ao Politico confirmou tudo isso à boleia de uma mensagem para os aliados: Donald Trump tinha razão.
O secretário-geral da NATO entende que isso é verdade em relação ao gasto em Defesa, em relação à modernização das Forças Armadas e até em relação à guerra com o Irão. Em tudo isso, na ótica de Mark Rutte, Donald Trump tem razão.
“O presidente Trump está, basicamente, a conseguir o que os presidentes americanos tentavam conseguir desde Eisenhower, que é igualar o gasto em Defesa entre Estados Unidos e Europa”, referiu Mark Rutte, que antevê uma cimeira “transformadora” em Ancara.
Os números, para já, vão dando razão a Donald Trump: só em dois anos os 31 Estados-membros da NATO que não os Estados Unidos comprometeram-se com quase 250 mil milhões de euros para novos programas e investimentos em Defesa.
Mantendo a ideia que já vinha defendendo antes, Mark Rutte entende que isso acontece por causa da pressão da Casa Branca. “Temos de construir uma NATO que seja sustentável e que não confie demasiado nos Estados Unidos, já que uma Europa mais forte é uma NATO mais forte”, reiterou.
De acordo com o secretário-geral da NATO, isso não acontece apenas por causa da pressão de Donald Trump, mas também pela ameaça da Rússia, nomeadamente pelo que está a acontecer na Ucrânia.
Há ainda o grande investimento da China e “o facto de Rússia, China, Coreia do Norte e Irão estarem a trabalhar em conjunto”.
A cimeira ainda agora começou, mas Mark Rutte já marcou o tom a favor dos Estados Unidos. Veremos como segue.
