Ucrânia destrói helicópteros russos em ataque a aeroporto e mais uma noite de sobressalto nas cidades - o resumo dos acontecimentos

16 mar, 06:22

As sirenes voltaram a tocar nas principais cidades da Ucrânia, com relatos de explosões nos arredores de Kiev. Esta noite surgiu também uma imagem daquele que pode ter sido o ataque que provocou mais danos desde o início da guerra

Vigésimo primeiro dia de guerra na Ucrânia e mais uma madrugada de sobressalto em várias cidades do país, com sirenes a tocarem em pelo menos nove cidades. Em Kiev, surgiram vários relatos de explosões nos arredores da cidade ucraniana. Os ataques começaram pouco depois de anoitecer, quando entrou em vigor o recolher obrigatório de 35 horas. Também em Lviv soaram os alarmes. O momento foi registado pelos enviados especiais da CNN Portugal e pode assistir no vídeo acima.

Esta noite foi também divulgado que pelo menos três helicópteros russos explodiram após um ataque das forças ucranianas ao aeroporto de Kherson, no sul do país. As novas imagens de satélite, divulgadas pela CNN Internacional, mostram uma nuvem de fumo preto, por cima do aeroporto, como resultado do ataque dos militares ucranianos às aeronaves russas.

Acredita-se que este ataque de militares ucranianos contra helicópteros da Rússia é o que provocou mais danos desde o início da guerra. O incidente foi detetado pela NASA, que estima ter ocorrido às 13:42. Os veículos militares perto do aeroporto também foram atingidos pelos bombardeamentos.

Ataque ao aeroporto de Kherson

Segundo o ministério da Defesa do Reino Unido, a Rússia estará a convocar reforços militares de todo o país, após "perdas contínuas de pessoal" na Ucrânia. "É provável que a Rússia esteja a ter dificuldade em realizar operações ofensivas diante da resistência ucraniana", diz o relatório da inteligência britânica. O ministério do Reino Unido disse ainda que a Rússia está a redistribuir forças de locais como o Distrito Militar Oriental, Frota do Pacífico e Arménia e está cada vez mais a recorrer a outras fontes de soldados, como "empresas militares privadas, sírios e outros mercenários".

O que aconteceu esta noite:

  • Kiev disse que quarta alta patente do exército russo morreu em combate: trata-se do major-general Oleg Mityaev, que comandava a 150.ª divisão de fuzileiros motorizados russa. Terá sido morto na terça-feira em combate, na cidade ucraniana de Mariupol, cercada pelas forças russas. Um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano Anton Gerashchenko publicou na plataforma Telegram uma foto que disse ser de Mityaev, de 46 anos, antigo combatente na guerra da Síria. A Rússia não confirmou a informação sobre Mityaev, tendo Kiev indicado ser a quarta alta patente das Forças Armadas russas morta em combate desde o início da invasão da Ucrânia.
  • Tropas russas mataram sete civis em Chernigov e Donetsk: O Gabinete do Procurador-Geral de Chernigov (norte) anunciou, na terça-feira à noite, na plataforma Telegram, o início de uma investigação criminal sobre o alegado homicídio a tiro de três jovens pelo exército russo. Pelo menos quatro pessoas morreram e três ficaram feridas, também na terça-feira, em Vuhledar e em Verkhnotoretsky, disse o chefe da Administração Militar Regional da região de Donetsk (leste), Pavlo Kyrylenko.
  • Zelensky disse que as negociações com a Rússia são, agora, "mais realistas": referindo-se à quarta ronda que teve início na segunda-feira, foi retomada ontem e continuará novamente hoje, mas que "ainda é necessário mais tempo", segundo palavras citadas pela agência noticiosa Reuters, que por sua vez cita a Interfax.
  • Polónia pediu missão internacional de paz na Ucrânia após reunião em Kiev: é uma das conclusões do encontro em Kiev dos primeiros-ministros polaco, checo e esloveno com Volodymyr Zelensky: o envio de uma missão internacional de paz para a Ucrânia. Zelensky garantiu que "confia verdadeiramente" nestes parceiros e reconheceu que não espera que o país se junte à nato num futuro próximo.
  • Antony Blinken afirmou que a Ucrânia perdurará para lá de Vladimir Putin: "Em primeiro lugar, haverá uma Ucrânia, uma Ucrânia independente por muito mais tempo do que um Vladimir Putin. De uma forma ou de outra, a Ucrânia estará lá e em algum momento Putin não estará", disse o secretário de Estado norte-americano em conversa com Wolf Blitzer, na CNN Internacional. Segundo o secretário de Estado, os Estados Unidos estão a tentar evitar o maior número de mortos e destruição, mas “a verdadeira questão é quanta morte e destruição serão causadas pela Rússia nesse meio tempo", esperando ao mesmo tempo que "acabem mais cedo do que tarde".

  • Biden assinou lei que atribui 12.400 milhões de euros de apoio a Kiev: o Presidente dos Estados Unidos garantiu ainda que esta quarta-feira irá adiantar mais detalhes sobre como este apoio pode “aliviar o sofrimento” ucraniano.

Ponto de situação nas grandes cidades

O Instituto para o Estudo da Guerra (Institute of the Study of War) faz um relatório diário da situação nas frentes de combate em território ucraniano. Eis o resumo da mais recente análise do thinktank norte-americano.

  • Kiev: embora as forças russas tenham lançado ataques dispersos em Irpin e Guta-Mezhyhirksa - áreas nos arredores da capital - na segunda e terça-feira, o exército não levou a cabo nenhuma ação mais ampla contra a cidade nas últimas 24 horas
  • Mariupol: A Rússia continua a atacar a cidade do sul do país a partir do leste e do oeste
  • Kharkiv: As forças russas enfrentam uma escassez de munições na tentativa de cercar esta cidade a partir do noroeste
  • Kherson: A Rússia reivindicou falsamente o controlo desta região na terça-feira, mas não avançou para Zaporizhya ou Mykolaiv - as principais cidades
  • Odessa: A Rússia ainda não está pronta para lançar uma operação marítima contra a cidade portuária do sul, uma vez que ainda não estabeleceu tropas no terreno

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