Putin falou para dizer que a Ucrânia é nazi e que por isso é "nobre" atacá-la - e que "Deus abençoe a saúde de Valentina Tereshkova"

12 abr, 11:45
Vladimir Putin (AP Images)

Presidente russo aproveita ainda para salientar a vontade de conquistar novos feitos espaciais

Em declarações no cosmódromo de Vostochny, Vladimir Putin afirmou esta terça-feira que o choque com as forças anti-russas na Ucrânia era "inevitável". "A Ucrânia começou a ser transformada numa força anti-russa, começaram a cultivar ali os rebentos do nacionalismo e do neonazismo - que já lá estavam há muito tempo. Os rebentos neonazis foram intencionalmente cultivados e o choque da Rússia com estas forças era inevitável, eles apenas escolheram o momento para atacar", disse o presidente russo, citado pela Tass.

Putin afirmou ainda que a Rússia irá "cumprir os seus objetivos" na Ucrânia. "Não há dúvida disso. Os objetivos são absolutamente claros, são nobres. O principal objectivo é ajudar o povo de Donbass, que reconhecemos, algo que fomos forçados a fazer porque as autoridades de Kiev, pressionadas pelo Ocidente, se recusaram a implementar os acordos de Minsk com vista a uma resolução pacífica dos problemas na região", acrescentou o chefe de Estado russo.

Putin referiu também que a Rússia está disposta a cooperar no panorama internacional, assegurando que o país “não se vai isolar”. "Não nos vamos isolar. Não é possível isolar ninguém no mundo moderno e certamente não é possível isolar um país enorme como a Rússia. Assim, trabalharemos com os nossos parceiros que estão dispostos a interagir."

O presidente russo recordou os tempos da União Soviética em que, apesar das sanções impostas e do total isolamento, o país registou grandes feitos ao nível aeroespacial. “A União Soviética foi a primeira a lançar um satélite artificial, o primeiro cosmonauta foi nosso, o primeiro voo de uma estação espacial para o espaço também foi nosso, o primeiro passeio espacial foi nosso, a primeira cosmonauta feminina, Deus abençoe a sua saúde, Valentina Tereshkova, também foi nossa. Fizemos tudo em total isolamento tecnológico, alcançámos êxitos extraordinários. Não poderá a Rússia de hoje, com a sua tecnologia avançada, ser capaz de desenvolver ainda mais o nosso programa espacial até 2030?”, questionou Vladimir Putin.

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