Presidente russo garante que é a favor do fim das hostilidades, mas lembra que há questões pendentes como Kursk, onde, diz, os soldados ucranianos têm duas saídas: morrer ou serem capturados
Vladimir Putin respondeu, esta quinta-feira, pela primeira vez, ao acordo de cessar-fogo na Ucrânia proposto pelos Estados Unidos, afirmando que concorda com a pausa nas hostilidades mas não nos termos propostos, cita a Reuters.
O presidente russo disse que ainda tem de falar com os EUA sobre o tema - e esta noite deverá encontra-se com o enviado dos EUA Steve Witkoff em Moscovo - mas deixou uma questão no ar: quem vai controlar um cessar-fogo numa linha da frente com 2.000 km?
Putin questionou ainda porque precisam os Estados Unidos de um cessar-fogo de 30 dias: para fazer um mobilização ou para enviar armamento para a Ucrânia?
Outra das dúvidas do líder do Kremlin prende-se com Kursk e como fica a situação nessa região russa que está desde agosto sob controlo ucraniano, defendendo que há duas opções nesta linha da frente para os soldados ucranianos: ou morrem ou são capturados.
Perante as circunstâncias atuais, Putin considera que um cessar-fogo de 30 dias seria apenas benéfico para a Ucrânia, realçando que os soldados ucranianos estão completamente isolados em Kursk.
O presidente russo anunciou ainda que concorda em parar os combates, mas só se isso levar a uma paz duradoura.
“Partimos do pressuposto de que um cessar-fogo deve ser tal que conduza a uma paz duradoura e elimine as causas originais desta crise”, argumentou durante a conferência de imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko.
Putin aproveitou ainda o momento para agradecer a Donald Trump a atenção que tem dado à Ucrânia.
Moscovo acrescenta ainda que todas as empresas ocidentais que queiram retomar a operação na Rússia serão bem-vindas e pode ser algo benéfico para todos os envolvidos.
Rússia e Bielorrússia voltam mais uma vez a afirmar que estão preparadas militarmente e diplomaticamente para tomar medidas em resposta às ações da NATO, que classificam como hostis, desestabilizadores e um rastilho que pode espoletar o conflito nuclear.