McDonald's deixou a Rússia com milhões de euros em comida que não pode usar

CNN
29 abr, 17:43
Japão

Empresa de “fast food” diz que provavelmente terá de desfazer-se dos stocks não usados na Rússia.

A saída da McDonald’s da Rússia no mês passado, que ocorreu depois dos muitos apelos ao boicote a marcas que ainda permaneciam no país após a invasão da Ucrânia, fez a empresa de “fast food” perder receitas e lucros. Mas não só: fê-la também ficar com alimentos e outros artigos russos comprados que não pode usar. 95 milhões de euros deles.

A informação foi prestada pela própria empresa, na apresentação de resultados trimestrais, citada pela CNN internacional, que noticia que “a saída do McDonald's da Rússia está a custar muito dinheiro – e comida”.

Os encerramentos da McDonald’s aconteceram tanto na Rússia como na Ucrânia, o que gerou um custo à empresa de cerca de 120 milhões de euros no último trimestre. Parte deste custo diz respeito aos salários dos trabalhadores da empresa na Rússia, cerca de 62 mil, e aos alugueres de espaços, que a empresa continuou a suportar – até porque a McDonald’s assumiu o encerramento no país como sendo temporário. A companhia ainda não deu mais informações sobre os seus planos futuros para a região.

Mas a parte maior dos custos é mesmo relativa a fornecimentos, sobretudo alimentos: foram 95 milhões de euros em custos no primeiro trimestre, gastos em alimentos e outros artigos dos quais terá que se livrar.

Foi o próprio administrador financeiro da empresa, Kevin Ozan, que, numa conferência telefónica com analistas, afirmou que os resultados do primeiro trimestre da empresa incluíram 95 milhões de euros “em custos de stocks na cadeia de fornecimentos da empresa que provavelmente serão descartados devido ao encerramento temporário de restaurantes", disse a empresa em comunicado.”

Segundo a CNN internacional, no final do ano passado havia 847 restaurantes McDonald's na Rússia e 108 na Ucrânia, que em conjunto representaram cerca 9% da receita da empresa em 2021.

O encerramento destes restaurantes afetou os lucros da empresa, que caíram 28% no primeiro trimestre deste ano.

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