Garantias de segurança: o que já se sabe sobre a proteção à Ucrânia

19 ago 2025, 10:00
Coligação de países dispostos reunida na Casa Branca (Alex Brandon/AP)

Aliados reuniram-se e tropas no terreno foi um dos pontos discutidos, mas há até a hipótese de a NATO ser diretamente envolvida na situação

Estados Unidos e Europa vão começar a trabalhar imediatamente para encontrar garantias de segurança que deem à Ucrânia capacidade de resistir à Rússia.

De acordo com a Bloomberg, a reunião que decorreu esta segunda-feira em Washington DC, e que juntos os líderes de Estados Unidos, Ucrânia e vários países europeus, focou-se nas garantias de segurança que podem abrir caminho a uma conversa direta entre Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin.

São garantias que se centram na capacidade de robustecer o exército ucraniano sem quaisquer limitações, o que vai claramente contra uma das exigências do presidente da Rússia, que queria ver as Forças Armadas da Ucrânia enfraquecidas.

O objetivo, escreve a Bloomberg, que cita fontes com conhecimento das negociações, é precisamente esse: evitar que as exigências da Rússia em relação ao exército ucraniano sejam parte de um acordo para acabar a guerra.

Nesse sentido, os aliados admitem garantir que a Ucrânia não terá quaisquer limites no seu número de soldados, por exemplo, ao contrário do que pretende o Kremlin.

“Durante a reunião discutimos as garantias de segurança para a Ucrânia, que garantias de segurança serão dadas por vários países europeus, com a coordenação dos Estados Unidos da América”, escreveu Donald Trump na sua Truth Social.

Ainda como parte dessas mesmas garantias de segurança, espera-se que a coligação dos países dispostos, liderada por Reino Unido e França, forme uma força multinacional que até pode vir a estacionar-se na Ucrânia, como forma de dissuadir a Rússia de novo ataque.

Uma força que Trump não descartou que possa vir a ter soldados norte-americanos.

Em cima da mesa esteve também a possibilidade de garantias de segurança similares ao artigo 5.º da NATO, numa cláusula que obriga todos os países da Aliança Atlântica a defenderem os aliados atacados. Ora, a Ucrânia não faz parte da NATO e Trump até já disse que não vai fazer, o que deixa no ar sobre quão eficaz será esta garantia.

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