Entre 20 a 22 mil civis terão sido mortos só na cidade de Mariupol, dizem autoridades ucranianas

12 abr, 21:40
Destroços da maternidade de Mariupol após ataque (Evgeniy Maloletka/AP)

Número é avançado pelas autoridades ucranianas, que assumem ser difícil confirmar o número com os combates a decorrer na rua

Numa entrevista à CNN Internacional, o governador militar da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, disse que a cidade está numa situação "difícil" e apontou, citando estimativas preliminares, para um máximo de 22 mil civis mortos. Já o autarca de Mariupol revelou, a uma estação televisiva, que o número rondava os 21 mil, admitindo que "tem sido difícil calcular o número exato desde que os combates na rua começaram".

Também o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já tinha dito esta terça-feira que tinham morrido nesta cidade portuária "dezenas de milhares" de pessoas. 

De acordo com a agência Reuters, a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, revela que, esta terça-feira, foram retirados 2.671 civis de zonas críticas da guerra: 208 saíram de Mariupol; 328 de Lugansk; e foram retirados 2.135 residentes de várias cidades e aldeias da região de Zaporizhzhia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.793 civis, incluindo 186 crianças, e feriu 2.439, entre os quais 344 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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