Aeroportos dinamarqueses continuam a ser afetados pela presença de vários drones
Primeiro foi o aeroporto de Copenhaga. Depois foi o aeroporto de Aalborg e, entretanto, sabe-se de casos em pelo menos outros três aeroportos da Dinamarca, país que está em sentido com a ameaça de dezenas de drones no seu espaço aéreo.
Perante a ameaça, a Dinamarca já está em contacto direto com a NATO e a União Europeia, até porque, como disse a presidente da Comissão Europeia, estão em perigo infraestruturas críticas de um país.
Ainda não há uma decisão definitiva, mas o ministro dinamarquês da Defesa confirmou que a ativação do artigo 4.º da NATO está em cima da mesa. A acontecer essa ativação, a Dinamarca obriga a Aliança Atlântica a discutir uma resposta militar a estes casos, tal como a Polónia fez depois da invasão do seu espaço aéreo por parte de vários drones russos.
Mesmo sem apontar, para já, culpados, a Dinamarca entende que estes são ataques híbridos que envolvem uma “abordagem sistemática” com drones a voarem perto de infraestruturas críticas.
Até agora não foram abatidos quaisquer drones, mas Troels Lund Poulsen confirmou que no futuro será diferente, já que foi dada autorização às defesas para dispararem sobre as aeronaves não tripuladas.
“Vamos encontrar as pessoas que estão por detrás disto”, acrescentou, lembrando que a Dinamarca tem “várias capacidades militares” que a podem ajudar a defender-se, incluindo caças F-35 e fragatas.
No entanto, a Dinamarca não tem sistemas de defesa anti-aérea terrestres, entretanto adquiridos este mês. Uma compra necessária, segundo Troels Lund Poulsen, que fala numa ameaça que “vem para ficar”.
“Não existe uma capacidade que, sozinha, faça isto desaparecer. Precisamos de ter mais ferramentas para combater o que vem na nossa direção, sejam mísseis ou drones”, acrescentou, num discurso claramente bélico.
Além de Copenhaga e Aalborg, também os aeroportos de Esbjerg, Sonderborg e Skrydstrup sofreram disrupções durante a última noite. No caso do primeiro, um dos maiores do país e que também é utilizado pela Força Aérea, as operações foram interrompidas durante três horas.
Foi mais ou menos o mesmo tempo que o aeroporto de Copenhaga esteve encerrado nas últimas horas do fim de semana, num caso que também ocorreu na capital da Noruega, Oslo, por volta da mesma altura.
Estes episódios, em conjunto com o que aconteceu nos céus de Polónia, Estónia ou Roménia recentemente, levaram a Europa a manter um estado de alerta, com a NATO em consultas constantes sobre o que fazer.