É uma troca de prisioneiros, uma das maiores e com alvos bem identificados: são jovens e restos mortais de quem perdeu a vida na batalha
Um processo “bem complexo, com muitos detalhes sensíveis e negociações que continuam virtualmente todos os dias”. É desta forma que o presidente da Ucrânia descreve o início da grande troca de prisioneiros, uma das maiores da guerra que dura há mais de três anos.
E desta vez são soldados jovens, quase todos com menos de 25 anos, que Ucrânia e Rússia estão a trocar. Mas também soldados gravemente feridos e que precisam de tratamento médico, numa troca que deve demorar vários dias a ser completada.
Esta troca surge depois de um acordo alcançado em Istambul, onde Ucrânia e Rússia se juntaram para discutir um cessar-fogo, mas o melhor que conseguiram foi a libertação de centenas de soldados de cada lado.
Na altura, Kiev e Moscovo afirmaram que seriam cerca de mil os prisioneiros envolvidos na troca, mas nem a Ucrânia nem a Rússia voltaram a adiantar números.
A ideia que saiu de Istambul apontava que todos os soldados entre os 18 e os 25 anos deviam ser devolvidos às respetivas partes. O acordo também contemplava a devolução dos restos mortais de milhares de militares mortos em combate e cujos corpos ficaram em terreno inimigo.
À parte disso, ambos os lados fizeram acusações: o Ministério da Defesa da Rússia disse que a Ucrânia falhou na devolução de cadáveres que o Kremlin pretende repatriar, enquanto Volodymyr Zelensky alegou que Moscovo não providenciou a lista de nomes com mais de mil corpos de ucranianos que iam ser devolvidos.
Para já, e no meio das dúvidas e acusações, há homens a regressarem a casa. “Hoje começou a troca, que vai continuar em várias partes ao longo dos próximos dias”, afirmou Volodymyr Zelensky, que não adiantou uma data para o fecho de todo o processo.