PSD aceita sugestão do PS. Adiada votação sobre visita de deputados portugueses ao parlamento ucraniano

27 abr, 14:51
Parlamento (Lusa/Miguel A. Lopes)

Foi, no entanto, autorizada pelo presidente da Assembleia da República a realização de uma videoconferência com a comissão parlamentar ucraniana dedicada ao processo de integração. Só o PCP se manifestou contra a iniciativa

O PSD aceitou a sugestão do PS para adiar a votação da proposta que apresentou na terça-feira, sobre a visita de deputados portugueses ao parlamento ucraniano. Hoje, depois de contactos recebidos por parte do Partido Socialista, decidiram deixar cair para já essa votação.

Ricardo Baptista Leite, vice-presidente da bancada social-democrata, aceitou não votar o requerimento, na expectativa de poder ser alcançado um texto comum. "Da parte do PSD, todos os esforços para consensualizar um texto são saudados", sublinhou, acrescentando que esta proposta não seria o fim do processo, mas apenas o início.

O deputado anunciou que houve contacto com representantes ucranianos em Portugal que manifestaram o interesse nessa possibilidade.

Da parte do PS, Francisco Vale César lamentou que tenha sido quebrada a praxe de consensualizar posições previamente no que diz respeito a matérias relacionadas com a política externa.

No início da reunião da Comissão de Negócios Estrangeiros, o presidente Sérgio Sousa Pinto também já tinha sugerido que a proposta do PSD não fosse votada, notando que "não subsistem dúvidas da condenação da agressão russa à Ucrânia e da solidariedade de Portugal, mas destacando a extemporaneidade da iniciativa social-democrata e a dificuldade de criar as condições necessárias para concretizar esta iniciativa: "Incorremos no risco de ser uma dificuldade adicional, que não foi desejada por aqueles que gostaríamos de ajudar."

Sérgio Sousa Pinto anunciou, por outro lado, que foi autorizada pelo presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, a realização de uma videoconferência com a comissão parlamentar ucraniana dedicada ao processo de integração.

Só o PCP se manifestou contra essa iniciativa, que na opinião da líder parlamentar Paula Santos daria caucionamento à extinção e suspensão de partidos políticos e comprometeria o papel de Portugal na promoção do cessar-fogo.

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