MUNDIAL 2026

Saiba tudo aqui
Mais sobre o Mundial 2026

Outra vez a Gronelândia e uma polémica com aviões que Portugal também quer: começou o show de Trump na Turquia

7 jul, 17:03
Donald Trump e Recep Tayyip Erdogan (AP)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Presidente dos Estados Unidos foi recebido como um rei na chegada a Ancara, que recebe a cimeira da NATO, ainda que isso pareça ter sido esquecido durante alguns momentos

É um espetáculo de um homem só. Ou de homem e meio, vá. A NATO está reunida em Ancara, mas até agora a cimeira da Aliança Atlântica mais parece um encontro bilateral entre os presidentes de Estados Unidos e Turquia.

Tanto assim que os dois países estão a negociar abertamente acordos entre ambos, o que dá um sinal claro de que a defesa transatlântica está, pelo menos para já, em segundo plano na capital turca.

E se a NATO tem 32 Estados-membros, a receção a Donald Trump mostra que não é tanto assim. Há 31 países e depois há O país. Os Estados Unidos, claro, que mandam na Aliança Atlântica e vão exercendo esse poder de forma cada vez mais vincada, pelo menos a nível imagético.

Donald Trump teve uma receção digna de um rei na chegada à Turquia, com direito a uma carpete especial - azul-turquesa, como manda a tradição do país, e não vermelha - na base aérea de Etimesgut, onde a guarda de honra ganhou particular destaque.

Cá em baixo estava Recep Tayyip Erdogan, o presidente da Turquia a quem Donald Trump tem repetidamente chamado “amigo”. Um amigo de milhões, claro, até porque Ancara é um dos melhores clientes da indústria de Defesa dos Estados Unidos.

Aliás, é tão bom cliente que não houve problema em discutir um tema polémico e quente, até porque também implica Israel, que não está contente com o que se está a passar.

Falamos dos F-35, aviões de quinta geração que a Turquia quer - e a Força Aérea Portuguesa também, já agora -, e cuja venda Donald Trump prometeu tomar uma decisão em breve, mesmo estando em vigor uma proibição do Congresso.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que a Turquia é mais leal do que outros países que também querem os caças, prometendo até levantar as sanções aplicadas à Turquia por causa da compra de sistemas defensivos da Rússia.

“Temos uma relação melhor com a Turquia, e a Turquia tem sido, em vários sentidos, muito mais leal que outros países que pensámos que seriam leais”, referiu Donald Trump, que defendeu mesmo que Ancara deve poder comprar os F-35.

“É um grande avião, é o melhor, atualmente o melhor avião, de longe, e certamente é algo a considerar”, reiterou.

De resto, a CNN avançou que Donald Trump deve dar, ainda esta semana, a indicação de que está disposto a vender os F-35 à Turquia, o que implicará a reversão de uma proibição que está em vigor desde a sua primeira passagem pela Casa Branca, e que, entretanto, até passou a lei.

Outra questão é como vai essa proibição ser contornada, mas o facto de a Turquia ser um aliado “extraordinário” dos Estados Unidos, na ótica de Donald Trump, deve ser decisivo.

Alheio a isso, o presidente da Turquia já indicou que um acordo poderá estar mesmo perto, referindo que “foram prometidos cinco aviões” ao país.

“Acreditamos que o presidente Trump também fez uma outra promessa… E esperamos que a notícia que recebemos anteriormente será testada produtivamente no futuro”, acrescentou, referindo-se ao homólogo norte-americano como um “homem de palavra”.

A questão Gronelândia

Era um tema que andava adormecido, mas que Donald Trump decidiu reavivar em plena cimeira da NATO. Os Estados Unidos continuam de olhos postos na Gronelândia, está visto.

Durante a reunião com Recep Tayyip Erdogan, o presidente dos Estados Unidos acusou a Dinamarca de ter falhado em fazer um investimento adequado na maior ilha do mundo.

Donald Trump voltou a defender que a localização da Gronelândia a torna um espaço geográfico demasiado importante, até porque China e Rússia estão a intensificar a sua presença no Ártico.

“A Gronelândia não ajuda a Dinamarca, a Dinamarca não gasta dinheiro para ajudar realmente a Gronelândia, mas é uma parte importante dos Estados Unidos”, referiu, para depois concluir a ideia: a Gronelândia “deve ser controlada pelos Estados Unidos, não pela Dinamarca”.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Europa

Mais Europa