Presidente dos Estados Unidos sublinhou apenas que, o que quer que vá acontecer, vai ser muito rápido
Havia um “homem muito alto” que estava “muito inseguro” entre os jornalistas que estavam a acompanhar a conferência de imprensa do presidente dos Estados Unidos em plena cimeira da NATO, em Ancara.
A descrição foi feita pelo próprio Donald Trump, que já nos habituou a interações pouco ortodoxas com o público, e que decidiu utilizar esta forma para colocar o profissional mais à vontade.
A pergunta veio depois: a guerra no Irão é um beco sem saída? A resposta, claro, vai noutro sentido. Os Estados Unidos estão a conseguir no Médio Oriente um “tremendo sucesso” desde 28 de fevereiro, mas há uma nota de novidade.
É que Donald Trump sugeriu que o Irão pode matá-lo. “O Irão tinha líderes. Eles foram-se. Depois tiveram outros líderes. Foram-se. Agora têm outros líderes. Podem desaparecer, quem sabe? E sabem que mais? Eu posso desaparecer também, porque sou o alvo número um… Sou o número um deles porque eles são escumalha. É assim que eles atuam e é assim que têm feito por 47 anos. Mas eu estou a fazer o que é correto para o país”, atirou.
Para o país e para o mundo, já agora, na visão de Donald Trump, que não tem dúvidas de que ocupa o primeiro lugar de uma qualquer lista que o Irão tenha como alvos para matar.
Tudo isto numa cimeira da NATO que, mais uma vez, pareceu rodar toda à volta dos Estados Unidos, já que a guerra no Irão - na qual a Aliança Atlântica não está envolvida - dominou grande parte das atenções.
Olhando para o presente, Donald Trump até acha que a liderança do Irão é agora “mais racional”, mas as últimas semanas mudaram essa visão. “Não estão a fazer um serviço ao povo [do Irão]. E penso que, mais do que tudo, tenho de os conhecer e não sei se quero fazer um acordo com eles. Podemos jogar jogos, mas não sei se quero fazer um acordo. Vamos apenas terminar o trabalho”, reiterou, deixando no ar o que pode afinal significar isso. Um regresso à guerra total? É esperar para ver.
Ainda perguntaram ao presidente dos Estados Unidos o que significa o atual momento, mas Donald Trump limitou-se a afastar um retomar da guerra, ainda que sem afastar ataques.
“Penso que vai acontecer muito rápido. Eles atingiram um par de navios e, então, nós atingimo-los muito mais forte. Quando eles atacam nós atacamos dez vezes mais forte. Sabem disso, nós atacamos muito mais forte que eles”, acrescentou.
